segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal Matutada Gente Boa!!!

Clique na imagem para ler o cartão!
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Músicas pra hoje...

ELBA RAMALHO - TRE...

02 - Nine Million ...

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Inté...

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sábado, 22 de dezembro de 2007

Um Conto de Natal

Nesses dias não ta nada fácil atualizar o Matutando. O corre-corre com preparativos pra ceia de natal, compra de presentes e organização de viagem, tem me tomado muito tempo... hoje fui à procura de um conto de natal pra postar, achei este legal, espero que curtam.
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Era véspera de Natal quando chegou em casa, arrastando os dissabores dos últimos doze meses. Chegou curvado e vencido, o ar faltando aos pulmões, sujo de angústia e ansiedade. Embora houvesse cumprido a missão – a mesma de todos os dias, de todos os anos – se sentia em falta. Os números, metas e objetivos fugidios atormentavam sua alma, seus sonhos e perspectivas. Sentiu que já estava farto de todas as responsabilidades que lhe sobravam. Bem que queria ter mais tempo para a família.
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Afrouxou o colarinho quase que instintivamente, buscando a janela e o ar fresco da rua. Viu o filho de longe, emoldurando o rosto sério, sentado na laje fria, brincando com a solidão antigripal, antifebril, antiviral – antipatia. Era rosto de tédio infantil. Tédio de criança sem graça.

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Foi então que se deu conta. Havia legado a frialdade dos concretos e mármores, a infertilidade dos monólogos ensimesmados, a pobreza dos pensamentos aprisionados. Deixara passar, simplesmente. E mesmo o novo ano não seria capaz de evitar que o novo fosse tão velho como a mesmidade dos números, metas, objetivos e obrigações – Chega!

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Se embriagou de loucura, peito inflado, olhos vermelhos decididos, o sangue da insanidade pulsando nas artérias, o rosto de quarenta e cinco anos de missões cumpridas, cansaço, enfado - Basta!. Foi no armário do quarto que encontrou o que precisava. A malha azul da mulher, as botas de chuva preta, a cueca e a toalha vermelhas, tudo do jeito que imaginou. Vestiu malha, sobrepôs cueca, calçou botas, amarrou toalha no pescoço. Engendrou, assim, uma outra missão, do tipo que se faz somente uma vez em vida, aquela que se impõe à razão como um dever metafísico. Por fazer, uma coisa só havia.

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Se aproximou da janela, decidido. Era necessário ir em frente, dar cabo daquela opacidade cotidiana, daquele rastro de vida. Respirou fundo, tentando encontrar toda a coragem possível. Subiu no parapeito, com o covardia nas pernas e a decisão no coração, desajeitado como quem improvisa. Subiu e esperou algum tempo. Depois, na ponta dos pés, ensaiou o salto, uma, duas, três vezes.

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O filho largou o brinquedo ao reconhecer o pai, enquadrado pelo marco da abertura, sem terno e gravata, sem celular, de mãos livres, esvoaçando a toalha que lhe pendia do pescoço. Foi tudo tão rápido que quase não conseguiu acompanhar.

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O homem colorido se atirou no ar, braços esticados, desafiando a gravidade – o verdadeiro desafio, o maior de sua vida. Despencou e, enquanto caía, viu, no rosto curioso do filho, romper um sorriso raro, sorriso inocente de quem acha divertido o que ainda não entende. A queda foi rápida e desajeitada. Quando os pés tocaram o solo de pedra, um baque surdo se fez ouvir, era o peso do corpo desabando sobre as pernas cansadas, anunciando o fim da empreitada, a última missão daquele dia, a mais importante de toda a sua vida.

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Quando o menino entendeu, soltou um grito: “Superman!”.

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No jardim, de pé em frente ao menino, com as mãos na cintura, olhar resoluto, pose de super herói, se fazia ver um homem de malha e cueca, botas de chuva e toalha, acenando para os vizinhos. Apesar da pequena altura da janela, torceu o tornozelo. Mas ninguém jamais soube disso.

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(Desconheço o autor)
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Lugirão, encontrei o presente de natal que você me pediu... ta bom esse papis Noel aí? hahahahahahaa...

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Cascada - Last Chr...

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Inté...

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Natal e Dionísio - Baco

No clima do Natal...
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E o bom velhinho fica chapadinho...hahahaaa...
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E da série "Mitologia Grega", o Matutando conta hoje, a estória de Dionísio, deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho. Foi identificado ao romano Baco.
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DIONÍSIO
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Dioniso, divindade do vinho e da embriaguez, era na origem deus da vegetação, cultuado na Trácia e na Frígia.
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Filho de Zeus, Dionísio normalmente é caracterizado de duas maneiras. Como o deus da vegetação - especificamente das árvores frutíferas - ele freqüentemente é representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira. De acordo com a tradição, sua concepção ocorreu em Tebas, quando sua mãe, Sêmele, filha de Cadmo, o fundador da cidade, foi amada por Zeus que se disfarçara de homem.
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A vingativa Hera, irmã e esposa de Zeus, adotou a aparência da antiga ama-de-leite de Sêmele e se negou a acreditar que Zeus fosse o pai do filho que a princesa tebana esperava a menos que esta convencesse o deus que o demonstrasse, apresentando-se diante dela com o seu verdadeiro aspecto. Sêmele, então, preparou uma armadilha e o fez apresentar-se, como realmente era. O brilho de Zeus, no entanto, a fez encolher até convertê-la em nada, ela foi fulminada pelos seus raios. Zeus, contudo, salvou Dionísio de seu ventre e, durante meses, o levou no seu músculo (da coxa) até que o menino pudesse sair ao mundo. Outra tradição, credita sua maternidade a Perséfone, rainha dos infernos.
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Quando Dioniso nasceu, para protegê-lo de Hera, Zeus enviou-o a Nisa, onde cresceu e descobriu a vide e o fabrico do vinho. Depois realizou numerosas viagens para expandir seu culto e ensinar aos homens a arte da vinicultura. Antes de subir ao Olimpo, desceu aos infernos para buscar a mãe e levou-a consigo.
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Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente representados em certo festivais de teatro em sua homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma alegre divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. De fato, era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as orgias a ele dedicadas.
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De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificavam a promessa da ressurreição do deus. Dionísio era também conhecido entre os gregos como Baco, um nome que se referia aos altos brados com os quais Dionísio era adorado nas orgias, ou mistérios dionísicos.
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Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram em festivais primaveris, ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações. Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália e, posteriormente, bacanais (os quais, hoje, são sinônimo de orgias). As indulgências das Bacanálias tornaram-se extrema, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos eram ainda populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.
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Inté...
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A Cláusula do Elevador



Porque eram precavidos, porque queriam que sua união desse certo, e principalmente porque eram advogados, fizeram um contrato nupcial. Um instrumento particular, só entre os dois, separado das formalidades usuais de um casamento civil. Nele estariam explicitados os deveres e os compromissos de cada um até que a morte ou o descumprimento de qualquer uma das cláusulas os separasse.
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Passaram boa parte do noivado preparando o documento. Tudo correu bem até chegarem à cláusula que tratava da fidelidade. Ele ponderou, chamando-a de "cara colega", entre risadas (estavam na cama), que a obrigação de ser fiel deveria constar do contrato, claro, desde que a cláusula correspondente permitisse uma certa flexibilidade.
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- Vejo que o nobre causídico advoga em sem-vergonhice própria - brincou ela, cutucando-o.
- Não, não disse ele. - Só acho que devemos levar em consideração as hipóteses heterodoxas. As eventualidades alcatórias. As circunstâncias atenuantes. Em outras palavras, as oportunidades imperdíveis.
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E exemplificou:
- Digamos que eu fique preso num elevador com a Luana Piovani.
- Sei.
- Só eu e ela.
- Certo.
- Depois de 10, 15 minutos, ela diz "Calor, né?" e desabotoa a blusa. Mais dez minutos e ela tira toda a roupa. Mais cinco minutos e ela diz "Não adiantou" e começa a abrir o zíper da minha calça...
- Sim.
- O contrato deveria prever que, em casos assim, eu estaria automaticamente liberado dos seus termos restritivos.
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Ela concordou, em tese, mas argumentou que a licença pleiteada deveria ser mais específica, rechaçando a sugestão dele de que o inciso expiatório se referisse genericamente a "Luana Piovani ou similar". Depois de alguma discussão, ficou decidido que ele estaria automaticamente liberado da obrigação contratual de ser fiel a ela no caso de ficar preso num elevador com a Patrícia Pillar, a Luma de Oliveira ou uma das duas (ou as duas) moças do "Tchan", além da Luana Piovani, se o socorro demorasse mais de 20 minutos.
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Isto estabelecido, ela disse:
- No meu caso, deixa ver...
- Como, no seu caso?
- No caso de eu ficar presa num elevador com alguém.
- Defina "alguém".
- Sei lá. O Maurício Mattar. O Antônio Fagundes. O Vampeta.
- O Vampeta não!
- É só um exemplo.
- Não pode ser brasileiro!
- Ah é? Ah é?
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Foi a primeira briga deles. Ele se considerava um homem moderno e um escravo da justiça, mas aquilo era demais. Não conseguia imaginar ela presa num elevador com um homem irresistível, ainda mais com a absolvição pelo adultério garantida em contrato.
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Sugeriu o Richard Gere. Ela não era louca pelo Richard Gere? O Richard Gere ele admitia. Ela achou muito engraçado. As chances de ela ficar presa num elevador com o Richard Gere eram muito menores do que as chances dele de ficar preso com a Luana Piovani, que morava no Brasil, ora faça-me o favor.
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- Então o Julio Iglesias.
- O quê?!
- O Julio Iglesias vem muito ao Brasil.
- Eu tenho horror do Julio Iglesias!
- Bom, se você vai começar a escolher...
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Finalmente, chegaram a um acordo. Ele ainda relutou, mas no fim se viu sem nenhuma objeção convincente. Ela estaria liberada de ser fiel a ele se um dia ficasse presa num elevador com o Chico Buarque. Mas só com o Chico Buarque. E só se o socorro demorasse mais de uma hora!
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(Luís Fernando Veríssimo)
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Ps. Chico Buarque é tudibão! hehe...

Ana Carolina Elev...

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Inté...

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Não Pise no Meu Calo, Faz Favorrrr...

Pré-julgamento, um dos maiores vícios do ser humano!

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“tire a hipocrisia da sua resposta vazia

prove que radicalismo leva sempre ao erro

e que ninguém é igual a ninguém” (Porcos Cegos)

Você já foi pré-julgado? Já pré-julgou alguém? Provavelmente o sim é a resposta para ambas as perguntas... portanto, pense bem antes de sair julgando, fazendo insinuações com o dedo em riste. Lembre-se que, enquanto apontas um dedo pra alguém, três estão apontados pra você!

"Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros..."

(Trechos de Reverência ao Destino – Carlos Drummond Andrade)

Porque será que quando uma pessoa não vai com a nossa "linda carinha", tudo de ruim ou que pareça inadequado, nos é atribuído por ela? Porque tamanha necessidade de descarregar sua raiva, seus ciúmes e quem sabe, frustrações, na gente? Eu einh! Como andei ouvindo muito, por aí: Só me benzendo pra ver se me livro dos encostos... Hum... parece que tô ouvindo barulho de correntes se arrastando... será? Eita!

Tais palavras, quando faladas por outras pessoas, que não nós, e em tom irônico, não parecem nada engraçadas, não é mesmo?


Inté...

domingo, 16 de dezembro de 2007

A Chuva cai... e faz um Barulhinho Bom...

Hoje o dia amanheceu cinza... mas não é um cinza triste, é um cinza de céu nublado, carregadinho de chuva. Eita coisa boa!

Adoro chuva! O cheiro que brota da terra anunciando sua chegada, o ventinho que refresca, uma sensação (pessoal) de estar prestes a lembrar de algo bom que me aconteceu... mas, nunca sei o que é... só sinto...
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Hoje o matutando traz um conto e uma crônica. Dois textos interessantes, que encontrei navegando por aí, um fala da chuva e o outro de algo que lembra...
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Guarda-chuva de Chocolate

Quando era miúda adorava guarda-chuvas de chocolate. Dava-me imenso prazer trincá-los, chupá-los, saboreá-los até ficar só a bengalinha de plástico! Sempre que a minha mãe chegava a casa reivindicava o meu presente do dia... nessa altura não existiam os Kinder chocolate, mas crescer também era bom!.

Enquanto a mãe tomava duche aproveitava para ser senhora: borrava os lábios de batom, enchia a cara (e o vestido!) de pó de arroz e claro, a sensação de vestir meias de vidro e calçar os sapatos de salto alto era bestial! Depois passarinhava pela casa, passava modelos imaginários e era fotografada pelos meus ursos de pelúcia, que assistiam muito sérios ao meu aparato. Aliás, só se mexiam quando lhes fazia festas, e aí parecia que ganhavam outro ânimo para mais um desfile de vaidades.
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A minha Mãe não gostava muito, gritava sempre comigo e dizia que eu já não tinha idade para essas brincadeiras!... Eu acho que era por causa daquelas caixinhas de cartão que tinham muitas bolinhas brancas lá dentro – deviam ser saborosas, porque ela gostava quase tanto delas quanto eu de chocolate! Acho que se chamavam comprimidos...
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Boneca de Trapos – Contos
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A Chuva dos Anos.

De repente o inverno começa e a chuva generosa traz uma sensação de repouso, que toma conta do nosso corpo. Dá uma vontade de rir sozinha ou de ficar em silêncio absoluto só para ouvir o som da chuva, ou ainda para repetir o velho trecho de conversa "ô chuvinha abençoada" para alguém ao nosso lado. Toda essa invocação é apenas porque ansiamos por uma trégua do calor intenso do verão afogueado de nossa terra.
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Mas a chuva também refresca memórias. Houve um tempo quando ela era como uma de nós -- uma moleca nos chamando para uma brincadeira na rua, ou uma mãe que cantava docemente uma canção de ninar no tom e na medida do nosso pedido. As vezes, porém, ela chegava vigorosa e soava com um barulho de fim de mundo sobre o nosso telhado de alumínio. Só restava esperar que ela recolhesse seus chicotes líquidos e furiosos para que nos concentrássemos em outros sons ao redor.
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Também, além da cumplicidade, a chuva nos trazia outras ocupações. Era época de plantar cebolinhas, tomates, pimentões entre flores conhecidas como cristas-de-galos, crótons vermelhos, santas terezinhas e onze horas. Por causa da chuva, retirávamos dos armários nossas sombrinhas, as quais, antes de serem esquecidas em um canto de algum lugar aconchegante, espalhavam suas cores pelas ruas cinzentas.
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Hoje a chuva soa um tanto solitária pelas ruas cheias de carros. Os anos também correram rápido e nós crescemos. Até ela também se avolumou sobre o asfalto e amplos pisos de cimento. No entanto, nossos anseios por sua presença não mudaram porque é ela que dispersa o calor do nosso verão, na porção quase perfeita. Enquanto ela rega jardins e amolece a terra um pouquinho, dá a partida para uma conversa e faz florir as velhas lembranças.
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Encontrei aqui!
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Esta crônica me trouxe recordações de quando era pequena e vibrava com os dias de chuva, só para poder ir pra escola com a minha sombrinha. Cada ano era uma diferente, mas sempre linda e colorida. Tem uma da qual nunca me esquecí... era azul e no final do cabo, lá estavam Tom e Jerry, de borracha... eu achava diferente, "luxosa" que só...hehe
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Novidade Boatodavida!

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A Lana, do blog "Na Boca de Matildes" (antigo, Na Boca da Matilde), voltou a blogar! E é com grande satisfação que dou esta notícia aqui. Pra quem curte o Jogo BBB, vale a pena dar uma conferida e quem não curte também, passe por lá...
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Inté...

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Porque Hoje é Sexta Feira...

IMAGENS DA SEMANA


Um casal vai ao restaurante comemorar seus 60 anos de casados e pedem sopa para jantar. A senhora muito empolgada começa:
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- Meu amor hoje estamos em festa porque nosso casamento sempre foi maravilhoso, você sempre me tratou bem e me deixou sentir que sou uma mulher amada. Você sempre me respeitou e me fez sentir uma mulher sexy, só falando isso sobe um fogo pelo meu corpo todo amor.
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Aí o vei vendo a cena olha pra veia e diz:
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-Tire os peitos da sopa mulher.
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E na época da inocência...
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Peguei essa imagem do blog da Brisa, Comentando o Comentado...hehe
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Hoje é sexta feira, dia de bebemorar... simbora então, quem me acompanha?



Para homens machistas que acham que:



Eu digo que a gente vai pro fogão, com gosto! hehe...
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E, pra finalizar, vai aí uma estorinha sobre a Loja de Maridos...
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Acaba de ser inaugurada em New York, The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as mulheres vão para escolher um marido.
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Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona:
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"Você pode visitar a loja APENAS UMA VEZ! São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que você sobe os andares.
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Mas há uma restrição:
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pode comprar o marido de sua escolha em um andar ou subir mais um. MAS NÃO PODE DESCER, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua".
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Assim, uma cliente foi até a loja para escolher seu marido. No primeiro andar, um cartaz na porta:
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1º Andar - Aqui todos os homens têm bons empregos.
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No segundo andar, o cartaz dizia:
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2º Andar - Aqui os homens têm bons empregos e adoram crianças.
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No terceiro andar, o aviso dizia:
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3º Andar - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças e são todos bonitões.
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"Uau!," ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar. No andar seguinte, o aviso:
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4º Andar - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças, são bonitos e adoram ajudar nos trabalhos domésticos.
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"Ai, meus sais", disse a mulher, mas continuou subindo.
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No andar seguinte, o aviso:
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5º Andar - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças, são bonitões, adoram ajudar nos trabalhos domésticos, e ainda são extremamente românticos. Ela vacilou, mas subiu até o sexto andar e encontrou o seguinte aviso:
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6º Andar - Você é a visitante número 31.456.012 deste andar. Não existem homens à venda aqui. Este andar existe apenas para provar que as mulheres são impossíveis de contentar. Obrigado por visitar a Loja de Maridos.
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Bom fim de semana, matutada!
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Inté...

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