sexta-feira, 15 de junho de 2007

O Misterioso Mundo das Gueixas...

Foto da atriz Zhang Ziyi (que interpreta a gueixa Sayuri, em "Memórias de uma Gueixa)

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A Sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não Olha pra trás...
(Você é linda - Caetano Veloso)

Gueixa: (pessoa que vive da arte). As Gueixas são mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto.
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A imagem dessas mulheres, maquiadas de branco e vestidas em belos quimonos, sempre fascinou o Ocidente. E exemplos desse deslumbramento não faltam, tanto no cinema como na literatura: "Memórias de uma Gueixa", livro do norte-americano Arthur Golden, virou filme.

Cenas no filme "Memórias de Uma Gueixa", veja aqui!

Mas essa visão cheia de glamour não ajuda a revelar quem realmente são e o que fazem as gueixas. Fora do Japão é comum que elas sejam vistas como prostitutas de luxo, equívoco que explica ao mesmo tempo o preconceito e o romantismo que as cercam.

Gueixas não têm relação com a prostituição, porém, a palavra "geisha girl" tem, e foi usada durante a ocupação americana no Japão, denegrindo a imagem delas...As gueixas entretêm por meio da cultura e das tradições, não pelo sexo. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, algumas se tornaram prostitutas, o que também prejudicou a imagem delas, deturpando o conceito.

Ao contrário do que muitos imaginam, um cliente que paga pelos serviços de uma gueixa muitas vezes não recebe sexo em troca. E quando isso acontece, é uma decisão que cabe quase sempre à própria gueixa.

No entanto, isso não impedia a concretização de certas práticas, como o Mizuage, um dos acontecimentos mais importantes na vida de uma Gueixa, e que consistia na venda da sua virgindade. A primeira relação física de uma gueixa era leiloada a preços exorbitantes, e podia cimentar muito da sua reputação e prestígio.

O universo das gueixas, mulheres-artistas que se dedicam a agradar aos homens por meio da dança, da música e da pura adulação é um território a parte do Japão. É um mundo de sonhos, permeado de romance, luxo e exclusividade. Para conhecer seus mistérios, poucos são os selecionados. Para manter o fascínio da arte, raras são as escolhidas.

Ser gueixa não é uma simples opção. Para se tornar mestras de entretenimento masculino, as maikos (aprendizes) precisam muito mais do que dotes artísticos e um rosto sem espinhas. Afinal, elas são treinadas para amansar os egos dos homens mais poderosos do Japão, sejam eles políticos graduados, abastados empresários ou temidos yakuzas (mafiosos). Todos milionários que não se importam em torrar fortunas, para serem inebriados sem suas próprias fantasias.

A maquiagem é feita pelas próprias gueixas, num ritual diário que leva uma hora para ser concluído. Um trecho do pescoço é deixado propositalmente à mostra da maquiagem. Um truque que garante um efeito de sensualidade máxima aos olhos nipônicos.

Para se tornar uma gueixa, são necessários vários anos de um rigoroso aprendizado que começa na adolescência, geralmente entre 13 e 15 anos - antigamente, esse treinamento se iniciava já na infância. Era preciso, ingressar numa casa onde só viviam gueixas (okiya), comandadas por uma mulher (okami-san) já experiente, geralmente uma ex-gueixa.

Até a 2ª Guerra Mundial, não era raro que as famílias pobres do Japão vendessem suas filhas para prostíbulos, para reduzir o número de bocas a alimentar em meio à miséria em que viviam.

As aprendizes (maiko) eram consideradas crianças muito inteligentes e de beleza rara. Elas ingressavam na okiya fazendo trabalhos domésticos, como limpeza das casas, lavagem das indumentárias, etc. Isto para depois, quando adolescentes, começarem seu rigoroso treinamento para se tornar uma gueixa.

Elas aprendiam as artes da dança, pintura, caligrafia, música, dicção, etiqueta, acrobacias, interpretação teatral e tinham que estudar muito, até atingirem uma perfeição, possuindo uma formação privilegiada das demais mulheres japonesas. As gueixas eram as únicas mulheres do Japão que possuíam a oportunidade de alcançarem uma independência, por nunca casarem e nem terem ocupações domésticas, dedicando-se inteiramente à profissão.

Além de toda a formação intelectual, elas tinham de ter uma aparência impecável, vestindo quimonos cheios de adornos, que pesavam muitos quilos, uma maquiagem que cobria todo o rosto de branco (oshiroi), usavam tamancos de madeira (zori) e tinham que estar sempre alegres e com postura delicada.

As casas onde viviam eram sustentadas por um homem rico e, muitas vezes, casado - o danna. Geralmente esta figura possuía uma gueixa como amante, mas o fato de esta ter contato íntimo com algum homem era raro.

Hoje, as coisas mudaram. As adolescentes vão por vontade própria, em busca de realizar um sonho de se tornarem gueixas. O processo de admissão de novas garotas funcionam por apresentação, através da emissão de currículos de candidatas indicadas por amigos e clientes às proprietárias das casas de chá. As meninas são avaliadas, principalmente, pela beleza, e charme. Tem de ser bonitas e não podem ser gordas.

Caso seja aceita na comunidade gueixa, a aprendiz (chamada de maiko) terá de "trocar de família". A okasan (dona da casa de gueixa) será sua nova mãe e as outras gueixas suas irmãs. Uma gueixa será sua irmã de modo especial. Chamada de "irmã mais velha", ela é a principal responsável pela formação da nova gueixa, num processo baseado na observação. O ensinamento não é gratuito.

Em nome da profissão, as gueixas abdicam até de seus nomes. Quando passam a integrar oficialmente o oki-ya, elas ganham apelidos. Podem namorar, desde que isso seja feito em suas poucas horas de folgas. O namorado não pode pode estar incluído em sua lista de clientes e é proibido de pisar no oki-ya (casa de chá), onde a gueixa jamais poderá atender a um telefonema seu. Casar com o heróico pretendente também está fora de cogitação, sob pena de a gueixa Ter de enterrar definitivamente sua carreira.

Gueixas não podem se casar, mas podem ter filhos, que serão muito bem recebidos e criados dentro da comunidade. Se o bebê de uma gueixa for do sexo feminino, ótimo, é candidata em potencial a ser uma gueixa no futuro. Caso seja homem, estará fadado a ser um papel secundário dentro do oki-ya, com motorista, por exemplo. Afinal, se trata de uma família na qual as mulheres comandam, diferente de todo o Japão.

Entretenimento para a elite.

Conhecer uma gueixa, porém, é privilégio para poucos. Em geral, seus clientes são formados por grandes empresários, políticos de peso, membros da yakuza (a máfia japonesa) e artistas famosos.

Que o diga um ex-primeiro-ministro japonês Uno Sosuke, que renunciou ao cargo em 1989. Um dos motivos que o levou a largar a política foi a revelação de que mantinha uma amante gueixa que, um belo dia, ameaçou contar a quem estivesse disposto a ouvir tudo o que sabia sobre ele. À época, foi um grande escândalo. Não tanto pelo fato de um político ter se engraçado com uma gueixa – ato considerado “normal” e até digno de um certo status entre a ala masculina da sociedade nipônica. O rebuliço foi infinitamente maior no próprio meio das casas de gueixas, Afinal, uma delas havia quebrado um código de honra considerado sagrado ao deixar vazar a privacidade de seu patrocinador (danna).

E não basta ter muito dinheiro. Para entrar nesse círculo seleto, é preciso ser apresentado por outro cliente mais antigo. Até mesmo estrangeiros podem frequentar as luxuosas casas de chá, desde que seja devidamente apresentado.

Quando presidentes e diretores de grandes corporações desejam receber bem seus convidados, seus parceiros de negócios, é comum levá-los às casas de chá, onde trabalham as gueixas.

Mas esse universo, que ainda hoje é cercado de mistério, pode estar em extinção. No início do século, havia cerca de 80 mil gueixas no Japão. Apesar de tradicional, o universo que habitam sempre foi contestado na sociedade japonesa, principalmente pelas esposas dos clientes das casas de chá. No Japão moderno, com a gradativa liberação da mulher, a oposição ganhou força e o número de gueixas não chega a mil atualmente, num processo de franca extinção se comparado às 80 mil gueixas na ativa no início do século. Agora, as esposas nipônicas sentem-se mais confortáveis ao manifestar seu repúdio a idéia de ver seus maridos gastando fortunas divertindo-se ao lado de gueixas.

Outro trabalho que vem contribuindo para o declínio do número de gueixas são as hostess, recepcionistas que trabalham em bares japoneses conhecidos por sunakku (do inglês snack bar). São jovens garotas bonitinhas pagas para entreter clientes homens com conversa fiada, sem qualquer relacionamento mais íntimo, pelo menos dentro do bar ou às vistas dos seus donos. O número de hostess e sunakkus vem crescendo a cada ano e faz frente ao trabalho das gueixas, principalmente porque o serviço é muito mais barato e permite o acesso da classe média masculina do Japão.

Ainda assim, os homens japoneses, sabem dar às gueixas o seu devido valor, enxergando-as quase como divindades vivas. Ou apenas como o ideal da mulher perfeita: bela, servil e sempre disposta a agradá-los. Alheias a isso, as gueixas, anônimas, camufladas pela maquiagem branca e enfiadas em seus ricos quimonos perseguem o sonho de preservar sua arte e uma das mais belas peculiaridades das mulheres, a feminilidade.
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Curiosa Raridade – Uma Gueixa Ocidental

A antropóloga norte-americana Liza Dalby é a única ocidental de que já se ouviu falar a se tornar uma gueixa.

Especialista em cultura japonesa, na década de 70, após se graduar em antropologia nos Estados Unidos, ela escolheu como tema de sua tese de doutorado a situação das gueixas no Japão contemporâneo. Por conta disso, passou vários meses entrevistando e pesquisando, e foi assim que surgiu a idéia de ela mesma se tornar uma gueixa. Depois contou sua experiência, no livro que lançou em 1983, "Geisha". Saiba mais detalhes dessa façanha, lendo a entrevista que Liza Dalby concedeu ao Nihonsite Aqui!
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Entrevista com Kimisome (uma gueixa dos tempos atuais)

Nove entre dez garotas dariam qualquer coisa para passar uma noite com o ator Leonardo Di Caprio. A gueixa Kimisome, 21 anos, seria aquela décima que recusaria esse privilégio, por mais que o galã do Titanic insistisse. Vivendo desde os 15 anos em Miyagawacho, um dos distritos de gueixas de Kyoto, Kimisome cumpre com resignação às rígidas normas de um círculo bastante privado, abertos apenas a uma ínfima, mas poderosa, parcela de homens japoneses. “Quase desmaiaria se DiCaprio viesse aqui, mas se eles quisesse passar a noite comigo, diria que não posso”, garante Kimisome, obedecendo à regra de que somente um cliente de longa data pode se encontrar intimamente com uma gueixa. É justamente nesse ponto que está um dos paradoxos da vida de Kimisome. Apesar de se treinada para entreter homens com seu talento artístico, ela dificilmente pode se aproximar deles naturalmente. Numa conversa franca com a revista Made in Japan, na casa de chá Hori Yae, em Kyoto, Kimisome contou detalhes dessa vida de glamour e recusas, sem economizar palavras.

Veja a entrevista completa aqui!
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Memórias de uma Gueixa, são memórias onde soam o canto do cisne pelo período áureo das Gueixas, quando eram objeto da mais elevada admiração num universo dominado por boemia e prazer, mas ainda que atualmente tenham diminuído em número, e se tenham tornado numa rara figura de porcelana inacessível à maioria, a figura da Gueixa ainda hoje assombra o imaginário da mente ocidental como um ser misterioso capaz de mostrar ao homem caminhos obscuros para a sua felicidade.
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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Mulher...A Arte!

A Imagem da Mulher em 500 anos de Pintura Ocidental...Bealtiful! Fantástico! Veja o vídeo aqui!

Poema para todas as mulheres

(Vinicius de Moraes)

No teu branco seio eu choro.

Minhas lágrimas descem pelo teu ventre

E se embebedam do perfume do teu sexo.

Mulher, que máquina és, que só me tens desesperado

Confuso, criança para te conter!

Oh, não feches os teus braços sobre a minha tristeza não!

Ah, não abandones a tua boca à minha inocência, não!

Homem sou belo

Macho sou forte, poeta sou altíssimo

E só a pureza me ama e ela é em mim uma cidade e tem mil e uma portas.

Ai! teus cabelos recendem à flor da murta

Melhor seria morrer ou ver-te morta

E nunca, nunca poder te tocar!

Mas, fauno, sinto o vento do mar roçar-me os braços

Anjo, sinto o calor do vento nas espumas

Passarinho, sinto o ninho nos teus pêlos...

Correi, correi, ó lágrimas saudosas

Afogai-me, tirai-me deste tempo

Levai-me para o campo das estrelas

Entregai-me depressa à lua cheia

Dai-me o poder vagaroso do soneto, dai-me a iluminação das odes, dai-me o cântico dos cânticos

Que eu não posso mais, ai!

Que esta mulher me devora!

Que eu quero fugir, quero a minha mãezinha quero o colo de Nossa Senhora!

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Poema extraído do livro "Vinicius de Moraes — Poesia completa e Prosa"

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Você é a Pipoca ou o Piruá?

Gosto dessa analogia que o Ruben Alves faz entre o milho de pipoca e as transformações pelas quais as pessoas passam - levando a um crescimento adquirido através de experiências sofridas...


Milho de Pipoca

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.

No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Extraído do livro “O amor que acende a lua” de Rubem Alves
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terça-feira, 12 de junho de 2007

Vais Comemorar?

Parabéns a todos os casais apaixonados que estão no clima da data de hoje (Dia dos Namorados), e para aqueles que andam aos trancos e barrancos também...quem sabe hoje vocês se acertam, né!?

Meninos (que estão casados com suas "eternas" namoradas), nada de darem presentes do tipo:
  • Uma batedeira novíssima
  • Uma geladeira de última geração
  • Um aspirador de pó moderno
  • Um joguinho de copos ou um arranjo pra mesa da sala de jantar
  • Um fogão de seis bocas com forno auto-limpante (tenho desse aqui em casa, mas eu é que tenho que fazer o serviço sujo, porque ele não se auto-limpa...não se enganem...).

Sei que são ótimos presentinhos, mas para serem dados em datas ocasionais, nunca em datas especiais como essa de hoje, ou no aniversário, pelamordedeus! Eu ficaria decepcionada, acho que móveis, eletrodomésticos e arranjos de mesa, não caem bem como presentes nestas datas. Bom, a menos que esse seja o desejo da sua amada...

Seja mais romântico e menos previsível...
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Meninas (que estão casadas com seus "eternos" namorados), comprem presentes do tipo:
  • Pneus novos para o carro, ele vai adorar!

Mas, se você insistir no romantismo, presenteie com:

  • Uma camisa oficial do seu time de futebel (por favor, do time dele, não do seu...)
  • Um controle remoto universal, só para ele!

Brincadeirinha...He..he...

Beijem muito na boca e tudo o mais que der vontade e tesão, porque no fim das contas, essa é que é a melhor parte! O presente é só um detalhe...

Aqui um clip bem legal e bonitinho "O Mundo Anda Tão Complicado" (Legião Urbana)...
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Up: Perguntinha: Qual o presente mais esquisito que você ganhou, ou que menos lhe agradou? (em qualquer ocasião, não só no dia dos namorados...)
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segunda-feira, 11 de junho de 2007

Vixi!!!...Amanhã é Dia dos Namorados...

Santo Antônio

Meu Santim...Meu Santim...
Tenha misericórdia di mim...
Amanhã é dia dos namorado...
e eu vou passar o dia sozim...

Meu Santim...Meu Santim...
Me acuda que a coisa tá ruim...
Já tentei garrá um aqui,
mas ele fugiu de mim!

Meu Santim...Meu Santim...
Tô confiando no sinhô...
Me arrume um namorado hoje
que eu já tô disisperada,
tô pricisada di amor.

Meu Santim...Meu Santim...
Né pussíver que o sinhô
vai mi dexar só nas pipoca e nos balão!
Tô confiada que o sinhô vai mi arrumar um hôme bão!

Meu Santim... Meu Santim...
Si o hôme num aparecer di hoje inté amanhã...
vai si acabá as pipoca...vai istourá os balão...
e ocê vai ficá marrado bem aí nesse iscurão!

Me Santim...Meu Santim...
Seu fiim já tá sequestrado...
e só libero o minino a troco dum namorado!

Meu Santim...Meu Santim...
Já tô quase uma veínha matando cachorro a grito...
Me arrume um namorado urgente...
mas num me venha com carqué um...
tem di sê bunito e rico, sarado, forte e amoroso.
Que seja trabaiadô, que num gosdi hôme priguiçoso.
Podi sê di carqué cô, bonzinho, dedicado e leal
num pricisa nem di sê real, podi sê inté virtual...
Oras! Use sua imaginação e mi arrume o hôme ideal,
afinal prá quê qui serve um santo, se ele num fô genial???

Meu Santim...Meu Santim...
Meus juêi já tá isfolado,
purisso ocê vai ficar marrado,
cum a cabeça dispindurada e o fiim sequestrado
e só ti libero tudo dispôs que ocê
cum um namorado aqui mi aparicê.

Já tô prontim, meu Santim... Amém!
(Nágela)
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Atenção!
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A SABESP está divulgando uma importantíssima informação sobre o que fazer com o óleo usado. Você sabe onde jogar o óleo das frituras em casa? Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos o óleo na pia ou por outro ralo, certo? Esse é um dos maiores erros que podemos cometer. (...) o melhor que tem a fazer é colocar os óleos utilizados numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas pet de refrigerante), fechá-las e colocá-las no lixo normal(...). UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE 1 MILÃO DE LITROS DE ÁGUA, o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos.
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domingo, 10 de junho de 2007

Otimismo e Observação...

Otimismo, Sempre!

Numa dinâmica de grupo para se trabalhar numa empresa multinacinal, foi feita a seguinte pergunta para três candidatos:

“O que você gostaria que falassem de você no seu velório?”

O 1º candidato disse:

- Que eu fui um grande médico e um ótimo pai de família.

O 2º candidato disse:

- Que eu fui um homem maravilhoso, excelente pai de família, e um professor de grande influência no futuro das crianças.

Aí, o 3º arrasou:

- Gostaria que eles dissessem:

- “OLHA, ELE ESTÁ SE MEXENDO...”

Isso é otimismo...Foi contratado na hora!

Observação e Conclusão
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Um professor de química queria ensinar aos seus alunos do ensino médio, os males causados pelas bebidas alcoólicas e elaborou uma experiência, que envolvia um copo com água, outro com cerveja e dois vermes.

- Agora alunos, atenção! Observem os "vermes", disse o professor, colocando um deles dentro da água pura.

A criatura nadou agilmente no copo, como se estivesse feliz e brincando.

Depois, o mestre colocou o outro verme no segundo copo, contendo cerveja. O bicho se contorceu todo, desesperadamente, como se estivesse louco para sair do líquido e depois afundou como uma pedra, absolutamente morto.

Satisfeito com os resultados, o professor perguntou aos alunos:
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- E então, que lição podemos aprender desta experiência?

Joãozinho levantou a mão, pedindo para falar, e sabiamente responde:
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- Devemos beber muita cerveja para não termos vermes.
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Foi aplaudido de pé pela galera...
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Paris Hilton na Cadeia...Veja o vídeo aqui!

Paris Hilton e Lindsay Lohan na Cadeia...Veja o vídeo aqui!

É isso aí, domingão de preguiça, um post mais leve, pra descontrair...

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sábado, 9 de junho de 2007

Brasil - O País do Futebol - ...Será mesmo?


O Turismo Sexual no Brasil foi um dos assuntos retratados na revista Marie Claire de abril desse ano. O Brasil é um dos países preferidos pelos “gringos” que viajam, não para conhecer nossas praias, nossa rica cultura, nossas cidades históricas, e sim, em busca de sexo fácil. Na entrevista à revista, um Alemão declarou na cara dura que veio ao Brasil por uma única razão: “transar”.

A reportagem constatou que em Fortaleza se encontra um dos principais focos desse tipo de turismo e mostrou que esse "comércio" se dá sem intimidações nem pudores, na frente das pessoas, em praias, boates...Algumas dessas meninas que se “vendem” são menores, e praticar sexo com menor, é crime. No entanto, os estrangeiros não se sentem intimidados, pelo contrário, parecem estar seguros de que não responderão por esse “pequeno detalhe”. Só sei que muita gente lucra em cima disso.

Um turista italiano disse que “Drogas e mulheres têm na Europa, mas, aqui no Brasil, sexo é mais fácil e barato”. Tudo bem que ele foi cara de pau em dizer isso, mas que é verdade é.

Eu estava evitando postar sobre isso, mas uma polêmica recente me fez relembrar tudo o que lí na Marie Claire e achei que os dois assuntos se complementam. É o seguinte. Encontrei um vídeo de uma propaganda sexista, que andou dando muito auê...

E a propaganda, intencionalmente ou não, de certa forma, estimula esse “comércio” abusivo, exatamente como aconteceu no Brasil anos atrás.

Estou falando de uma propaganda da ibéria.com, cujo intuito é aguçar a vontade dos turistas espanhóis de conhecer Cuba. A propaganda mostra um “turista bebê”, que ganha uma viagem a Cuba. Quando chega no país, ele passeia de carro com duas mulatas com roupas minúsculas e sensuais, que rebolam para o “bebê”, dão mamadeira e até fazem massagem...A música diz: “me alimentem, mulatas...venham cá, mamãezinhas, me botem no berço”.

Mas, a propaganda foi tirada do ar, pois o FACUA – Grupo de defesa do consumidor – interveio. E fez muito bem!

Veja a propaganda aqui!

Segundo a Marie Claire, o Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal e Recife entraram para a rota do Turismo Sexual, em boa parte, por decorrência da propaganda (de turismo) oficial do governo brasileiro de anos atrás ( e foi excluída a partir de 2000), que por muito tempo associou a imagem do Brasil a mulheres seminuas, receptivas e sensuais. Tentaram reverter a situação à partir de 2000, mas aí, a "imagem" já estava marcada. Para constatar o que digo, basta perguntar a qualquer brasileira(o) que more no exterior, o "sucesso" que as brasucas fazem em terras estrangeiras. A princípio, os "gringos" já "chegam, chegando", depois é que vêem que a história não é bem assim...

Uma das partes da matéria que mais me chocou foi ver uma menina que vende balas, de aparentemente uns oito anos de idade, sentada à mesa, a convite de uns turistas estrangeiros e a impressão é de que pra ela, aquilo é normal, corriqueiro...Na foto ela aparenta estar tranqüila, parece até que a criança se familiariza bem cedo com o estrangeiro e com a permissividade que traz esse tipo de turismo.

Foi também o caso de uma menina de 12 anos, que aos 9, se prostituía para não passar fome, pois os pais eram viciados em crack e ela não tinha com quem contar até ser acolhida por uma "mãe social"...

Há muito tempo que esse assunto (Turismo Sexual) vem sendo abordado pela mídia. Lembro-me bem do Ratinho (Carlos Massa, apresentador do SBT) denunciando, já passou no Globo repórter, no SBT repórter, foi notícia em revistas e nenhuma medida concreta foi tomada. Lá fora, o Brasil não é lembrado apenas como "O País do Futebol", o Brasil ainda passa, aos estrangeiros, essa imagem de permissividade, prazer e muito ôba-ôba.

E de quem é a culpa? Talvez de alguns, talvez de todos nós, eu não sei...
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Mas sei que está mais do que na hora de providências concretas serem tomadas por parte do governo, das autoridades competentes, não em prol de mudar a imagem do Brasil, da brasileira, do Turismo (isso não requer tanta urgência) e sim de mudar a situação das meninas envolvidas nesse “comércio”, pois muitas estão nele, não por opção, mas por falta dela.

“Agora é tarde
acordo tarde
do meu lado alguém que eu nem conhecia
Outra criança adulterada
pelos anos que a pintura escondia...”
(A Cruz e a Espada – Renato Russo)
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