sábado, 20 de outubro de 2007

Mais Um Ano de Vida

Porque hoje a festa é minha...


Do que são feito os sonhos?

Ilusões, fantasias, decepções, garra, insistência, provações, redenção, trabalho, otimismo, abdicações, força de vontade, determinação, fé, batalhas, frustrações, derrotas, vitórias, perdas, conquistas, ESPERANÇA.

A vontade de se tornar algo melhor a cada dia é o que faz do ser humano uma máquina de sonhar.

Projetar idéias e desejos e lutar para transformar o que um dia foi um simples pensamento em uma situação real. E como tenho feito isso!

Nunca desistir de algo que se deseja muito e que se almeja fazer parte da vida.

O ser humano sonha! Eu sonho!

Mas se eu apenas sonhasse, nunca saberia do que sou capaz...

É preciso conquistar os sonhos (isso é bem clichê, mas é a mais pura verdade)... e um dos meus, eu já conquistei! Agora é esperar a boa vontade do tempo, que temos a nosso favor e me entregar de vez ao gozo deste sonho...

Este ano tem sido tudo de bom! Aconteceram muitas coisas boas em minha vida, muita felicidade! Muitas alegrias! Muita paixão! Muito amor! A vida me trouxe uma grata surpresa... fiz novas amizades, conhecí pessoas interessantes, legais, principalmente aqui, no virtual, e por conta disso, sou-lhe grata hoje e sempre!

Valeu, meu Deus! To lhe devendo essa...hehe
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Inté...
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Boato


Fiquei sabendo de um estudo divulgado pela revista Proccedings of the National Academy fo Sciencies (PNAS), que diz que o boato seria mais poderoso que os fatos comprovados para determinar a opinião que as pessoas têm de outras.

No início do estudo, os pesquisadores alemães analisaram a maneira pela qual os rumores sobre uma pessoa influenciam no comportamento de terceiros com relação a ela.
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Para tanto, analisaram o comportamento de 126 estudantes que jogavam videogame em duplas ou com adversários anônimos.Cada um deles recebeu um envelope com 10 euros para distribuir a seus parceiros em determinadas partes do jogo.
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Enquanto durava o jogo, eles escreviam bilhetes a respeito do comportamento dos jogadores dos turnos anteriores, em particular sobre sua generosidade.
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Os jogadores que leram coisas positivas sobre seus parceiros os recompensaram financeiramente, o que sugere que o boato teve um forte impacto nas suas decisões.
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Mas os pesquisadores também deram aos participantes uma lista das ações reais de seus participantes durante as primeiras etapas do jogo. Muitas vezes, os rumores contradiziam os fatos.
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Surpreendentemente, nestes casos as decisões dos estudantes pareciam se basear nos boatos mais do que nos fatos comprovados.
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"As pessoas se vêem indevidamente influenciadas pelo rumor, inclusive se ele contradiz o que viram" (Ralf Sommerfeld, pesquisador do Instituto Max-Planck na Alemanha).
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Segundo ele, o boato é percebido como confiável porque, ao longo do tempo, se tornou em um instrumento útil para reunir informação. fonte: aqui!

Tenho que concordar com este estudo. É verdade, quantos e quantos boatos nos deixaram encafifados, cismados com alguém mesmo sabendo que aquilo que nos chegou aos ouvidos é meio absurdo e muito improvável? Muitos, né! E, que a gente balança, balança! Não sabemos se acreditamos ou não e, muitas vezes tomamos o tal boato como verdade mesmo.
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Vou exemplificar com um caso de um boato que, creio eu, existe em quase todas as escolas de quase todas as cidades brasileiras... ah, não vou exagerar tanto...hehe... quase todas as cidades mineiras... ta bem, em quase todas as cidades do interior de Minas, pronto!
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Pois bem, quando eu estava na sexta-série, ouvi um boato sobre a vice diretora da escola (acho que existia este cargo...rsrsrs), que era de deixar os cabelos em pé. Todos na escola a conheciam pelo apelido de “Fulana da garrafa”.
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Já deu pra imaginar o porque, né?... não!? Eita, então vou contar.
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Reza a lenda, que “Dona fulana”, um dia, na solidão do seu lar, pegou uma garrafa e foi brincar de ser feliz...hehe... e, a tal garrafa, pegou pressão (gente, to contando como era contado na época...) e não quis sair de dentro da “Dona fulana” que por conta disso, foi parar no hospital, pra retirar a bendita/maldita da garrafa!
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Absurdo, né? Mas todos acreditavam, inclusive eu... ou melhor, todos os alunos acreditavam... quanto aos professores, eu não sei.
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Mais tarde, já na oitava-série, ou primeiro ano, não me recordo ao certo, mudei de cidade e lá fui eu, para uma nova escola. Pois não é que por lá também tinha um caso idêntico?
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Mas desta vez, o apelido da vítima do boato era “Fulana Garrafão”... pois não tinha sido com uma garrafa e sim com um garrafão. E, novamente, "todos" acreditaram... daí eu já achei meio estranho, desconfiei da semelhança das estórias, só que, no fim das contas, se era pra zuar (adolescente adora isso), beleza, entrei na onda e mais acreditei do que duvidei do tal boato. E neste caso (e no outro da garrafa), por conta do boato, ninguém levava a “Fulana Garrafão” à sério... as piadinhas corriam soltas, coitada...
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Poisé, cidade pequena tem dessas coisas, principalmente cidade do interiorzão de Minas.
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Outro boato que ganhou força e que os adultos da cidadezinha mineira, onde eu morei na minha infância, acreditavam, era o de que os ciganos roubavam crianças. Não sei de onde tiraram isso, mas eu sempre ouvia mamãe recomendar.
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– Minha filha, chegou cigano na cidade, não quero saber de você brincando na rua! Chame suas amigas para brincarem aqui em casa!
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- Mas porque não posso brincar na rua, mamãe!?!
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- porque os ciganos podem te pegar... eles roubam crianças!
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E a conseqüência disso?
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Eu tinha pavor de ciganos!
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Então, a meu ver, o resultado da pesquisa está certo quando diz que, os rumores sobre uma pessoa influenciam no comportamento de terceiros com relação a ela. Eu que o diga.
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Ah! E uma música, espero que goste... acho que tem a ver com você, no momento...hehe...

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Inté...
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Hormônio do Amor...

Voltei Matutada gente boa! Ainda não resolvi tudo o que preciso resolver, mas sinto falta de prosear com vocês... encontrei um artigo na net, achei interessante e vim postar... é sobre o amor, hormônios e sua influência nos relacionamentos afetivos, no que se refere à envolvimento, compromisso, etc.

Ah! É mais ou menos por aí... leiam que vocês irão entender....


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O oxitocina estimula a união entre as pessoas, a criação de laços estreitos. Ao mesmo tempo, está presente e influi em momentos tão importantes de nossa vida como o processo de se apaixonar, o ato sexual e a chegada ao orgasmo, o parto e a lactação materna.
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Ao contrário do que se costuma pensar, os sentimentos não são gerados no coração, mas no cérebro, e com a oxitocina os sentimentos mais duráveis e estáveis do amor e compromisso são fortalecidos, tanto entre o casal como no estreito vínculo que surge entre a mãe e o bebê. Segundo um estudo realizado por uma equipe de cientistas da universidade de Pisa (Itália) em 2006, enquanto nos primeiros momentos do relacionamento abunda um elemento químico chamado neurotrofina, que provoca o desejo, com o passar do tempo essa substância cede espaço ao hormônio chamado oxitocina.
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Hormônios influentes
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O frio no estômago, o pulso disparado, o coração que quer sair do peito... todas estas sensações têm uma explicação muito racional. O psiquiatra José Miguel Gaona explicou (...) que o amor, embora não soe "especialmente romântico", não deixa de ser uma conjunção de reações químicas, ligadas a outros estímulos como a alimentação, a atividade sexual e as afeições similares. Esse tipo de reações químicas, que se dão nos momentos de envolvimento e prazerosos, sofre a intervenção da norepinefrina, da dopamina e da feniletilamina. Além disso, elas possuem uma função determinada, como criar vínculos que permitam cuidar da descendência.
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Joaquín "Vea", professor de Etologia da Universidade de Barcelona, disse (...) que "as endorfinas estão presentes em maior quantidade no começo do relacionamento e que a oxitocina, produzida depois do orgasmo e quando as mães amamentam seus filhos, cria um vínculo de afeto".
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Segundo ele, a relação entre hormônios e relacionamentos não é tão conhecida. "Não existe uma relação clara entre o comportamento e como os humanos vivem esta resposta emocional em nível consciente", ou seja, sabemos que aumenta a produção de endorfinas, mas não o que provoca esse aumento.
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A ciência, criadora de amor?
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A ciência estuda os mecanismos biológicos do amor e do desamor, problemas que "no futuro poderão ser resolvidos por meio da química", assegurou (...) o médico e escritor Federico Ortiz Quezada. O especialista indica em sua obra "Amor e desamor" que "quando duas pessoas se atraem sexualmente, uma cascata de neurotransmissores percorre seu cérebro e seu corpo. Tais agentes são oxitocina, feniletilamina, adrenalina, noradrenalina, serotonina, dopamina, vasopressina e endorfina, assim como os hormônios sexuais testosterona e estrogênios".
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Ortiz Quezada explicou que existe "toda uma série de hormônios relacionada ao relacionamento que está sendo investigada, e eles contribuem para que determinado tipo de animal seja fiel". Além disso, lembrou que a química pode contribuir para solucionar problemas vinculados com a sexualidade, com medicamentos que resolvem problemas de disfunção erétil e menopausa, como a diminuição do desejo sexual, que é solucionada com a testosterona.
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Existirá um elixir para a paixão? Será possível no futuro estimular quimicamente a atração?
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O amor, a confiança e o carinho parecem ter muita relação com os hormônios e são muito mais cerebrais e intelectuais do que imaginamos.
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Por Marina Villén

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Bom, será que num futuro próximo, poderemos ir na farmácia e pedir: - Ei, moço! Me dá um vidro desses aí que deixa o cabra doidim e fielzinho da silva! Ah, me vê também este alí ó, que é pra dar um friozinho na barriga... sabe como é né, nas noites de sexta-feira isso é um “santo remédio”...hehe... eita!
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Poisé, poisé, poisé!

E, aproveitando o embalo do assunto, segue um texto de Eduardo Galeano...



A Pequena Morte
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Não nos provoca riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói. Pequena morte, chamam na França, a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por nos encontrar e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce.
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Ah, visitem o Comentando o Comentado e leiam o relado da Brisa, sobre como um moço, o Gaspar, morreu de amor por conta dela...
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Inté...


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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Fora do Ar...

Eu vou, mas eu volto... logo, logo...hehe é só o tempo de resolver umas pendengas...
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Fiquem com umas músicas pra animar o dia...
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Bjo meusamô!







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Inté...
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sebos e Traças


Sebos & Traças
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Eu perdoaria tudo. Perdoaria se o tivesse encontrado nos braços da amiga. Se as mãos estivessem grudadas na ninfeta. Se as costas acariciadas fossem as da vizinha ou se os lábios roçassem a nuca, a face, a boca da estrangeira. Perdoaria se a língua estivesse entre as pernas da ex, se o sexo gritasse pela carne flácida da empregada ou se os dedos fossem enfiados na traseira da prima. Tudo menos isso... Cena infame, traição sem nome, como pôde? Como pôde fazer?

As lembranças passam embaralhadas na minha cabeça. Estamos os dois, entre as prateleiras das tragédias gregas. Publicações antigas, bolorentas e de páginas amareladas. Cheiro de mofo, umidade que gruda nos dedos e me faz espirrar. Puf! Foi o barulho abafado que o livro fez ao cair no chão. Risos nervosos. Minhas mãos suavam frio e os óculos dele estavam tortos. Quis lhe dizer, mas estava tomada de vergonha. Daí veio o beijo, tímido como as primeiras leituras. A parede no final do corredor, o gosto da língua geográfica nas lambidas dos Cânticos. A mesma fúria que mais tarde, num descuido da bibliotecária, nos fez limpar o chão da sala dos clássicos universais.

Agora subimos ladeiras à procura de um lugar. Paredes altas, que caibam a história que carregamos nas malas: capas duras, edições de bolso, enciclopédias, coleções. Casar amor é fácil. Idéias e livros, não. Entramos no sobrado, uma casinha de fachada amarela, duas janelas e porta na frente. Corredor estreito, pátio interno separando a cozinha, cheia de baratas. A torneira do banheiro que não saía água e as goteiras no quarto. Penduramos na entrada um provérbio chinês e escalamos escadas para empilhar nas prateleiras, os livros. Centenas deles. A empregada faltou, mas nos deixou com as últimas aquisições do sebo limpas. Ele abre a página de Otelo, eu me debruço sobre as de Beauvoir. Mulheres, homens, estradas, fazendas, montanhas, desertos, traições.

Veio a imagem da camisa de seda manchada de batom. Meu ódio, a lavanderia. E o maldito telefonema. Não virá para o sarau. Reunião de última hora na empresa. Meus dedos passeiam nas páginas, aflitos. Duas horas depois, novo telefonema. Acidente na estrada, pista interditada, carros em fila indiana, lentidão digna de Kundera, ele diz. Três horas da manhã. Os relógios da casa anunciam abismo, escuridão. Histórias de realismo fantástico atrapalham minha leitura, fecho a Odisséia, jogo o casaco por cima da camisola, apanho as chaves, bato a porta, subo no carro e pego a estrada. Asfalto fresco e pista vazia. Nenhum movimento. Refaço o trajeto percorrido por ele, do trabalho ao sobrado. Paro em bares, botecos e inferninhos que encontro no caminho. Recebo cantadas grosseiras, enfrento o mau cheiro dos banheiros, a fumaça suspensa em meio às luzes noturnas, o bafo quente das bebidas baratas. Vou desistir.

Mas justo na hora, adivinho a traseira do carro dele no estacionamento. Dou ré, paro ao lado e desço. Um homenzinho surge do nada e informa que não há vagas. Todos os quartos estão ocupados, moça. Abro a bolsa, tiro o pacote branco com o dinheiro do aluguel e condomínio, estendo a mão ao homem, minto. Minto bem, pego a chave e peço que me diga em qual deles está o dono do carro.

Com o estômago embrulhado, tiro os sapatos, piso no chão, paro em frente ao lugar, deixo cair a bolsa de tiras longas, enfio o metal na fechadura e empurro a porta. No meio do quarto, a cama redonda. Lanternas vermelhas, teto envidraçado, piso xadrez, frigobar, taças. No espelho em frente, a imagem do homem nu, com as pernas estendidas e as mãos ocupadas.

Sem pensar duas vezes, tiro da bolsa o canivete que usava para separar folhas grudadas, caminho até ele, e antes que possa reagir ou dizer qualquer coisa, toro-lhe os dedos. Viro as costas e penso nas mil e uma noites que rolamos no tapete embalados pelos artifícios de Sherazade, nas estantes da biblioteca, no chão dos clássicos, no último sebo, nos saraus...
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Como disse, perdoaria tudo. Tudo menos encontrá-lo ali, naquele motel, àquelas horas da madrugada, sozinho. Com um livro nas mãos.
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Vássia Silveira
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Inté...

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sábado, 13 de outubro de 2007

Saudades do Renato...

Dia 11 de outubro completou 11 anos que o cantor e compositor Renato Russo foi para o plano superior... e, como fã apaixonada que sou, não poderia deixar esta data passar em branco. Gosto demais das músicas do Renato e o engraçado, ou estranho, sei lá, é que, quando estou down e ouço suas músicas, isso melhora meu humor. Pois é, parece que através de suas músicas, cantando junto, com o som bem alto, eu espanto a tristeza num instante... e de tristeza o Renato entendia bem... isso se refletiu na maioria das suas músicas, repletas de mensagens subliminares, principalmente no que se refere à sua homossexualidade...

Renato Russo, antes de virar um símbolo do rock da década de 80, foi professor de inglês, tendo aprendido o idioma quando morou em Nova Iorque, dos sete aos dez anos. Aos treze anos, mudou-se para Brasília. Dos quinze aos dezessete, conviveu com uma rara doença óssea, a
epifisiólise, que o manteve preso à cama e à cadeira de rodas. Nessa época, lia bastante e ouvia muita música, fatores estes que enraizaram-lhe o sonho de montar uma banda de rock.
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O "Russo" que adotou como sobrenome artístico foi a forma que Renato encontrou de homenagear o iluminista suíço Jean-Jacques Rousseau, o filósofo inglês Bertrand Russel e pintor francês Henri Rousseau, personalidades que admirava.
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Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado de Felipe Lemos e André Pretorius. Não durou muito, terminando por brigas entre Felipe e Renato. O Aborto foi a semente que deu origem à Legião Urbana, ao Plebe Rude e ao Capital Inicial, liderado por Dinho Ouro-Preto.
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Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico à frente da Banda Legião Urbana, sendo compositor de praticamente todas as letras. Foi na Legião Urbana que Renato passou a ser reconhecido como um dos maiores poetas do Rock brasileiro, ele próprio temia a relação que foi criada com os fãs, alguns tinham verdadeira adoração pela sua figura. A banda se desfez com a morte do músico. Mesmo após sua morte, seus discos solo e os que gravou à frente da Legião Urbana continuam entre os mais vendidos do país.
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Renato Russo sempre surpreendeu. Aos 18 anos, fez a mãe empalidecer ao revelar que era homossexual. “Mãe, não vou casar com a Ana Paula, porque acho os homens interessantes”. Ana Paula era sua namorada, uma fotógrafa, filha de um almirante. “Meu chão foi lá embaixo”, palavras da mãe, a professora aposentada Maria do Carmo Manfredini. “Parei um minuto para rezar: Meus Deus, o que faço agora?” Dona Carminha, como é conhecida, então respondeu a Russo, angustiado com o silêncio dela: “Está bem, filho, mas só não me traga homem para dentro de casa”.


Lindos, música e Clip de Strani Amori


Mesmo depois da sua morte, o líder da banda Legião Urbana permanece aclamado como mito do rock nacional. E ainda existem músicas inéditas escritas por ele, o que desperta a curiosidade da mídia e dos fãs. Mas Boa parte dos manuscritos continuarão inéditos, se depender do casal Manfredini, responsável pelo espólio do filho. No apartamento do Renato em Ipanema, no Rio, os pais guardam pequenas peças de teatro e letras inéditas. Os diários que escreveu até o fim da vida, em inglês, são intocados. “Enquanto vivermos e tivermos controle sobre as coisas de Júnior (seu nome era Renato Manfredini Júnior), ninguém mexe nos diários”, diz a mãe.

O jornalista Dapieve, que escreveu uma biografia de Renato, diz que a carência dele levou-o a se entregar ao álcool e às drogas.

”Ele tomava Cointreau em copo de requeijão em um só gole”.
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“Quando namorava um rapaz chamado Lui, tentou suicídio para chamar a atenção dele.”
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Em uma entrevista a Revista Isoté Gente, uma amiga de Renato disse que nos últimos meses de vida, ele desistiu de tomar AZT (coquetel para tratamento da AIDS)e que, um mês antes de morrer, o roqueiro pedia a presença do pai:
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“Ele queria provas do amor do pai e de que ele o aceitava como gay e alcoólatra.”
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Renato Manfredini mudou-se para o Rio ao saber da doença, dois meses antes de perder o filho.
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“O Júnior carregava o mundo nas costas”
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Ele Não contou à mulher que o filho tinha aids. Ela soube pela tevê, horas depois da morte de Renato Russo, em 11 de outubro de 1996.
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“À noite, ouvi na tevê: ‘Morreu hoje de Aids o cantor Renato Russo’. Foi um choque. “De manhã, declarei que meu filho tinha morrido de anorexia nervosa.”
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O respeito dos pais por sua opção sexual aproximou-o mais da família. Em 1988, ele assumiu publicamente a homossexualidade. A mãe não queria. “É para lutar contra o preconceito que vou fazer isso, mãe”, disse ele.
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Segundo a reportagem, no último mês de vida, Renato praticamente não comia. Só bebia água de coco. Seu médico contou que, nos primeiros meses após descobrir a doença, ele reagiu com otimismo e que perto da sua morte, caiu em depressão.
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Renato estava a um mês de completar 29 anos, quando ligou pra mãe e fez suspense sobre uma novidade. Ela achou que se tratasse de sua mudança para a Inglaterra, já que ele tinha o sonho de gravar um disco lá. A surpresa veio a ser revelada na data do nascimento de seu filho, na noite de 29 de março de 1989. Da maternidade, ele ligou: “É menino, mãe!” Giuliano ganhou nome de santo, como prometera na música “Pais e Filhos”.

Quando Renato morreu, aos 36 anos, foi noticiado que o seu filho Giuliano, era adotivo. A família reafirma a história contada por ele, de que tivera uma relação fugaz com Rafaela Bueno, uma fã carioca. Os pais da moça não apoiaram a gravidez. Na primeira semana de vida, Giuliano foi para as mãos da tia de Renato, Maria do Socorro, que morava na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Rafaela, a mãe de Giuliano morreu num acidente um ano depois. Na mesma época, o Renato mudou-se da Ilha – onde morou com os avós, a tia e Giuliano – e quis criar o menino em seu novo apartamento, em Ipanema. Os pais o convenceram a dar a guarda de Giuliano para eles e assim foi feito. O menino é criado pelos pais de Renato. Seus pais contam que ele era louco por crianças e que tinha um sonho de comprar uma casa e amparar crianças órfãs. Os amigos dizem que ele era muito generoso e que gostava de presenteá-los..

“Antes de um aniversário, ele fazia uma pesquisa minuciosa sobre o presente mais adequado. Na dúvida, comprava vários”, conta Denise, uma amiga. Ela admirava em Renato, sua capacidade de ir de um extremo a outro: “Ele podia se atirar ao chão num show para 10 mil pessoas e depois, em casa, mergulhar concentrado em sonetos de Shakespeare”.

"Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito..."(Renato Russo)

“Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém...” (Renato Russo)

“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo! São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer...”(Renato Russo)

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há...” (Renato Russo)

Inté...

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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Campanhas Interessantes...

Fuçando por aí, encontrei uns vídeos de uma campanha francesa, contra a AIDS (ou de incentivo ao uso da camisinha, como queiram), que nunca foi transmitida pela televisão de lá... acho que devido às cenas contidas nos vídeos... eu achei bem legal e criativo! Ela foi premiada no festival de publicidade de cannes... bem merecido!

Dê uma conferida...


Para as Moças...

Para os Moços...

Para os Gueis...

Agora, fotos de uma outra campanha contra a AIDS, também na França. Só que é de 2005, mas to postando porque achei interessante... o Slogan é:.

"Sem Preservativo, é com a AIDS que Você faz Amor"


Admiro demais uma boa publicidade! A criatividade de alguns publicitários me surpreende... e, uma campanha de impacto, como esta, dificilmente sai da nossa memória...


Eita povo criativo...hehe

Inté...

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