segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Relembrando 2007


Foi um bom ano, esta é a minha conclusão! Foi bom e atípico.

Neste ano, dentre tantas outras coisas que me aconteceram, conheci a net BBB (pra quem não sabe, é a fatia da internet que assiste, analisa e comenta o jogo Big Brother Brasil). Nem me lembro como foi que vim parar aqui, só sei que a partir de então as coisas aconteceram muito rápido...

Criei este blog, fiz amizades, me envolvi com o jogo, torci, vibrei, discuti, conheci pessoas... me apaixonei, voei pra outros espaços, outros blogs de BBB, deixei meu blog um pouco de lado... ACABOU... pus os pés no chão, voltei pro meu blog e to tentando deixar as coisas como antes, ou melhor...
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Conhecí Mariza Lourenço e seu blog, e a partir de então, despertou em mim o gosto pela poesia, pelos seus textos carregados de emoção, de desejos de vontades e de verdades... depois fui conhecendo outros poetas e isso foi uma das melhores coisas que me aconteceu neste ano! Peguei gosto pela poesia, quem diria?
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Foi um ano de descobertas, de re-descobertas, de novidades, alegrias, saudades, festas, diversão, amizade, carinho, sorrisos, paixão, desejos, sonhos, ilusões, desilusões, coração batendo forte, tristezas, dúvidas, questionamentos, planos, viagens, vida nova... recomeço... é, foram fortes emoções!
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Neste ano, aprendi com a Vivis, uma nova palavra: Serendipity
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A quem possa interessar, o significado de "Serendipity" é, encontrar algo bom, inusitado, por um acaso. Isso me aconteceu neste ano e, espero que em 2008 aconteça de novo, e de novo, e de novo...
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Definitivamente, não tenho do que reclamar desse ano velho que já finda... até os momentos ruins me são caros, não me desfaria deles. Com eles crescí um pouco, me conhecí mais um cadim, pude desfrutar de sensações deliciosas... depois de ir ao chão, me fortalecí e cá estou, inteira, de pé, porque no fim das contas, nós inverga mais não quebra... hahahahaha...
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E que venha 2008, e com ele, muita saúde, alegrias várias, paz, din-din, tim-tins, paixões, surpresas boas, sonhos realizados, amor aos montes, humor, gargalhadas, viagens, bjos na boca, sexo e tudodebom que essa vida tem a nos oferecer. É isso que desejo pra nós, Matutos!
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Um forte e caloroso abraço pra todos os matutos e matutas que sempre estão por aqui, aos atuantes no haloscan e aos da moita... aos que chegam por acaso, através do google ou de outra forma e vão ficando, ou param e lêem algo e se vão... vocês me são caros! Vocês são ouro puro!
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Bjão!


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Inté...

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sábado, 29 de dezembro de 2007

O Amor de Eros e Psiquê

Clique na imagem para ampliar...

Mitológico Eros

A doce loucura pintada sobre o véu do teu corpo
O suspiro inspirado
A nuvem que se afasta e te descobre
Nu
Acaricio a vulnerabilidade de ti
Disparo sobre ti a arma de cristais que te faz ser homem
O desejo
A volúpia
A excentricidade de fazer-te meu uno
A inocência utópica de tuas vestes translúcidas
O arrepio volúvel
O adormecido desperto
O teu corpo
Nu
Bebes um golo do vinho dos deuses
E deixas-te cair sobre panos enrolados de cetim
Cedo à tua mitologia orgásmica
Cedo ao grito
Ao prazer
Cedo à imagem refletida no espelho da criação
Emergimos os dois no banho da saudade
Palavras de eternidade
Sussurros vespertinos
O não verbo de deixar-te partir
E tu?
Elfo que desabrochas sobre uma montanha
Mitológico Eros
Ambrosiano parceiro de Afrodite
Misantropia erótica
Enlevo rodopiante
Abraço-me ao belo de ti e recebo o infinito.

E, continuando a série "Mitologia Grega", o Matutando conta hoje a história de Eros e Psiquê.

Eros tinha na Antigüidade dois significados: um, mais profundo e metafísico, descrito por Hesíodo em sua obra “A Teogonia”, como sendo “o princípio motor cósmico que tudo une e atrai – dos astros e os planetas até os seres vivos”. Já em Homero encontramos a versão mais popular de Eros. Este é filho de Ares com Afrodite, sendo representado como aquela criança sapeca (cupido) dotada de asas e uma aljava cheia de flechas do amor que atira a esmo para todos os lados, atormentando a vida dos deuses e dos mortais, com paixões repentinas e inusitadas.
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Assim como em quase todas as histórias da mitologia, também para o nascimento de Eros há diversas versões. Uma delas data da criação do mundo, quando a Noite, que circundava o Caos, foi fecundada pelo Vento, pondo um ovo de prata do qual saiu Eros, a representação do amor universal. Por não gostar da escuridão da noite, Eros pediu a Fanes, A Luz, que iluminasse o Céu e a Terra. E tendo-os desnudado, os uniu num abraço, fazendo surgir tudo o que ainda não nascera..

Uma segunda versão conta que Eros, também conhecido como o Cupido, seria filho de Afrodite, ou Vênus, deusa da beleza, que sempre fora muito cultuada por todos. Mas, num dado momento da história, a atenção que era dada aos templos da deusa começou a ser desviada para a beleza fora do comum de uma princesa mortal, Psiquê. Tomada de cólera por ver seus templos cada vez mais abandonados, Afrodite ordenou a seu filho que usasse uma de suas flechas fazendo com que Psiquê se encantasse pelo ser mais indigno da terra..

Eros partiu decidido a cumprir a tarefa, mas ao deparar-se com a jovem, foi imediatamente tomado pelo mesmo sentimento que distribuía entre deuses e mortais e se apaixonou por ela. Ao retornar, nada contou à mãe, limitando-se a deixar claro que a missão havia sido cumprida. A princesa, porém, desprezada por Vênus e amada por Eros, por mais que fosse admirada pelos homens, não encontrava quem por ela se apaixonasse. Preocupados, os pais foram ao Oráculo, onde obtiveram a seguinte resposta: "A virgem não se destina a ser esposa de um amante mortal. Seu futuro marido a espera no alto da montanha. É um monstro a quem nem os deuses nem os homens podem resistir.".

Desesperados, mas resignados com o destino imposto à filha, vestiram-na para as bodas e a levaram ao alto da colina, deixando-a sozinha. Ali, enquanto esperava, adormeceu e foi levada pela suave brisa de Zéfiro a um vale florido no qual se erguia majestoso castelo. Deslumbrada, ouviu uma voz que a conduziu ao palácio. Não havia ninguém ali e Psiquê temeu que o monstro surgisse ao cair da noite..

Mas quando escureceu, quem se aproximou foi Eros, a quem, no entanto, Psiquê não pôde ver. Mesmo assim, sentiu grande paixão pelo marido, ainda que, por vezes, lhe implorasse para ver seu rosto, desejo do qual era demovida sob a ameaça de terrível desgraça..

Apaixonada, Psiquê vivia feliz, mas passado algum tempo, passou a ser atormentada pela lembrança da tristeza com que os familiares a entregaram a um destino que julgavam terrível. Desejando despreocupá-los e com eles dividir sua felicidade, Psiquê, depois de muito insistir, conseguiu de Eros a permissão para trazer as irmãs ao castelo. Estas, que antes a pranteavam, ao verem o luxo no qual vivia, passaram a invejá-la e decidiram vingar-se..

Assim, encheram de dúvidas a mente da jovem que, tomada de curiosidade, seguiu as instruções das irmãs para conhecer a identidade do marido. Preparou uma lâmpada e uma faca afiada de forma que, quando ele dormisse, ela pudesse iluminar seu rosto e, caso fosse mesmo o terrível monstro previsto pelo Oráculo, lhe cortaria a cabeça e se libertaria da maldição. Mas ao iluminar o amado não viu um monstro, e sim o mais belo ser vivente. Emocionada, deixou cair, sem querer, uma gota do óleo da lâmpada no ombro de Eros, que acordou assustado e, percebendo a traição, deixou o palácio para não mais voltar dizendo "O amor não pode conviver com a desconfiança"..

As irmãs, sabendo do ocorrido, e com a esperança de serem escolhidas pelo deus, agora que este já não queria a esposa, foram, cada qual a seu tempo, à colina e convocaram Zéfiro para levá-las ao palácio. Quando lançaram-se no ar, não sendo sustentadas pelo vento, caíram no abismo, encontrando a morte..

Eros voltou para junto da mãe pedindo que lhe curasse o ombro. Mas ao contar-lhe como havia se ferido, despertou sua ira e fez com que desejasse ainda mais a vingança ainda não realizada. Assim, com o pretexto de tratar o ferimento, Afrodite trancou Eros na torre de seu templo como forma de protegê-lo dos encantos da esposa. Psiquê, por sua vez, começou a vagar à procura do amado, sem saber que dali em diante passaria por uma série de provações. Procurou auxílio em templos de vários deuses que, temerosos de desagradar Vênus, recusaram-se a ajudá-la. Cansada de andar em vão, decide ir à presença da própria Afrodite, na esperança de lá encontrar Eros. Assim começou uma série de tarefas impostas pela deusa com o pretexto de que provariam se a princesa merecia o esposo..

A primeira delas foi separar até a noite, uma grande quantidade de grãos de diversas espécies. Desanimada com a enormidade do trabalho, despertou a compaixão de formigas, que a ajudaram a terminar a tempo. A segunda tarefa consistia em recolher a lã dourada de certos carneiros que viviam perto de um rio. Também desta vez obteve ajuda, do rio, que lhe disse para colher a lã que ficava presa nos arbustos das margens. Como terceira tarefa, a jovem deveria subir a íngreme cascata que provinha da nascente do Rio Estige e pegar um pouco de sua água. Uma águia foi quem a ajudou a cumprir mais esta tarefa, êxito que enfurecia a deusa Afrodite. Por fim, uma tarefa impossível: Psiquê teria de ir ao Hades e pedir a Perséfone que colocasse numa caixa um pouco de sua beleza para dar a Afrodite. Mesmo tendo recebido instruções de como ultrapassar os portões do reino dos mortos ilesa, ao tomar posse da caixa, não resistiu à curiosidade de usufruir seu conteúdo e apresentar-se ainda mais bela ao marido. Mas dentro da caixa não havia beleza, e sim o sono da morte. Por sorte, recuperado de seu ferimento e ciente do que acontecia, Eros abandonou a casa materna e saiu em busca da esposa, indo encontrá-la ainda adormecida. Despertando-a e aprisionando novamente o sono na caixa, mandou que entregasse a encomenda a Vênus sem dizer palavra..

Para ter certeza de que não mais se separaria de Psiquê, o Cupido suplicou a Zeus que o unisse em matrimônio à jovem, no que foi atendido. O próprio Zeus lhe deu a ambrosia para beber, tornando-a, assim, imortal, e depois os declarou esposos. Desta união, que não pôde ser impedida por ninguém, nasceu uma criança chamada Volúpia.
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Inté...
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Da Boca pra Fora...

Falar é fácil, fazer é que são outros quinhentos... ouço isso desde que me entendo por gente... ontem, no post, falei sobre as pendências do ano de 2007, dos rôlos, das coisas mal resolvidas e tals... eu disse que tinha que deixar tudo nos trinques pra entrar em 2008 sem débitos, sem "e se", sem expectativas vãs... mas, aplicando a frase do início aí, já deu pra perceber que as coisas não são bem assim, né?
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Rapadura é doce, mas não é mole não!
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A julgar pelos comentários da maioria da matutada, tem coisa que é melhor deixar quéto, não tentar abortar e outras não tentar concluir às preças, e sim, deixar acontecer pra ver onde vai dar... e é isso que to fazendo. O que eu não consegui resolver em tempo hábil, não será em tempo record que o farei. Eu bem sabia que voltaria atrás no meu pensamento de ontem, sobre tudo, sobre todas as coisas que falei... me conheço o suficiente pra saber que promessas de final de ano, em se tratando de euzinha, são balela! Cumpro não!
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Poisé, poisé, poisé...
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"Deixe a vida me levar, vida leva eu..."
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ESCLAVE
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Jurei nunca mais procurá-lo. Não, enquanto vivesse. Mas tenho vivido o suficiente para desistir de minhas juras.
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de promessas e bons propósitos meu inferno está¡ cheio.
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Encontrei-o dormindo. Meu escravo. E, por Deus, não havia notado aquele jeito bonito de se espalhar pela cama. Tão vulnerável e à mercê de meu corpo posseiro.
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como desejei ser apenas esquecimento. Esquecimento e perdão.
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Despi-me de toda a roupa e em seu corpo rocei minha mágoa. E ele nem precisou abrir os olhos para reconhecer a saudade úmida que o tocava.
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como ansiei ser somente boca. Boca e língua.
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Vali-me de seu sono, admito, para cavalgar sua eterna disposição de macho. Ele sorriu. Ele gemeu. E eu o flagelei com os dentes, com a vulva. Com o verbo. Meu homem-objeto.
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Sobre a pequena mesa deixei o envelope pardo. Sem nome. Lacrado. Em seu interior a quantia de sempre.
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para o inferno com todas as juras. Ele me dá¡ tudo o que quero...
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O meu amado.
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Pra ler um cadim mais os deliciosos textos dessa talentosa escritora e amiga, visitem o blog dela e aproveitem!
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Música de hoje: "Se" - Grande Djavan... hehe

Djavan-Se....mp3

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Inté...

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

De Agora em Diante...


Poisé, o natal se foi, as festas acabaram, sobras da ceia e sobras do ano...

Sobras do ano?

É, sobras do ano. Refiro-me a tudo aquilo que deixamos de concluir, coisas por fazer, pendências, “assuntos” mal resolvidos... é chegado o momento de desenrolar tudo isso. Terminar o que você quer ver concluído e por fim nas coisas que você teima em não querer aceitar que findou-se, mas que no fundo, no fundo, você tem a certeza de que é assim que tem que ser... Dispa-se das ilusões quanto a coisas desse tipo, é preciso.

Abra espaço pra novas experiências, pra conhecer pessoas, lugares, culturas, opiniões diversas... abra também uma garrafa de vinho, pra comemorar, ou pra ajudar a deixar tudo isso pra traz, pra ajudar a “esquecer”... funciona, às vezes... abra seu coração... abra seu campo de visão... abra sua mente... abra um sorriso e um abraço para uma pessoa legal... abra espaço...

A começar por mim, tenho que fazer isso.
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Promessas de fim de ano... eu pensava ter largado mão delas... será? Se for como tantas outras que fiz, fica o dito pelo não dito.

“É tão pouco, muito louco
ser flor e pedra em seu caminho
sofrer, gemer, quase em silêncio
morder seu nome no lenço
ver nossa estória por um fio
é tão vazio...”


(Trecho da música – Trem das Ilusões/Elba Ramalho, que você pode ouvir no post aí embaixo...)


Tempos atrás, uma pessoa deixou esta poesia, aqui no halos, pra mim... hoje eu a coloco no post...

A Uma Passante

(Baudalaire)
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A rua ensurdecedora urrava ao meu redor
Alta e esbelta, toda de luto, majestosa na dor,
Uma mulher passou, a mão vaidosa
Erguendo, balançando a bainha e o festão.
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Ágil e nobre, com pernas de estátua.
Eu, crispado como um extravagante, bebia
No seu olho, lívido céu que gera o furacão,
A doçura que fascina e o prazer que mata.
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Um clarão... e a noite depois! - Fugidia beleza,
De olhar que me fez renascer,
Será que só te verei de novo na eternidade?
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Tão longe daqui! Tão tarde! Talvez nunca!
Pois ignoro para onde vais e não sabes para onde vou.
Ó tu que eu teria amado, ó tu que sabias disso.
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Música de hoje...
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Te Devoro - Djavan
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Inté...
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal Matutada Gente Boa!!!

Clique na imagem para ler o cartão!
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Músicas pra hoje...

ELBA RAMALHO - TRE...

02 - Nine Million ...

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Inté...

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sábado, 22 de dezembro de 2007

Um Conto de Natal

Nesses dias não ta nada fácil atualizar o Matutando. O corre-corre com preparativos pra ceia de natal, compra de presentes e organização de viagem, tem me tomado muito tempo... hoje fui à procura de um conto de natal pra postar, achei este legal, espero que curtam.
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Era véspera de Natal quando chegou em casa, arrastando os dissabores dos últimos doze meses. Chegou curvado e vencido, o ar faltando aos pulmões, sujo de angústia e ansiedade. Embora houvesse cumprido a missão – a mesma de todos os dias, de todos os anos – se sentia em falta. Os números, metas e objetivos fugidios atormentavam sua alma, seus sonhos e perspectivas. Sentiu que já estava farto de todas as responsabilidades que lhe sobravam. Bem que queria ter mais tempo para a família.
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Afrouxou o colarinho quase que instintivamente, buscando a janela e o ar fresco da rua. Viu o filho de longe, emoldurando o rosto sério, sentado na laje fria, brincando com a solidão antigripal, antifebril, antiviral – antipatia. Era rosto de tédio infantil. Tédio de criança sem graça.

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Foi então que se deu conta. Havia legado a frialdade dos concretos e mármores, a infertilidade dos monólogos ensimesmados, a pobreza dos pensamentos aprisionados. Deixara passar, simplesmente. E mesmo o novo ano não seria capaz de evitar que o novo fosse tão velho como a mesmidade dos números, metas, objetivos e obrigações – Chega!

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Se embriagou de loucura, peito inflado, olhos vermelhos decididos, o sangue da insanidade pulsando nas artérias, o rosto de quarenta e cinco anos de missões cumpridas, cansaço, enfado - Basta!. Foi no armário do quarto que encontrou o que precisava. A malha azul da mulher, as botas de chuva preta, a cueca e a toalha vermelhas, tudo do jeito que imaginou. Vestiu malha, sobrepôs cueca, calçou botas, amarrou toalha no pescoço. Engendrou, assim, uma outra missão, do tipo que se faz somente uma vez em vida, aquela que se impõe à razão como um dever metafísico. Por fazer, uma coisa só havia.

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Se aproximou da janela, decidido. Era necessário ir em frente, dar cabo daquela opacidade cotidiana, daquele rastro de vida. Respirou fundo, tentando encontrar toda a coragem possível. Subiu no parapeito, com o covardia nas pernas e a decisão no coração, desajeitado como quem improvisa. Subiu e esperou algum tempo. Depois, na ponta dos pés, ensaiou o salto, uma, duas, três vezes.

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O filho largou o brinquedo ao reconhecer o pai, enquadrado pelo marco da abertura, sem terno e gravata, sem celular, de mãos livres, esvoaçando a toalha que lhe pendia do pescoço. Foi tudo tão rápido que quase não conseguiu acompanhar.

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O homem colorido se atirou no ar, braços esticados, desafiando a gravidade – o verdadeiro desafio, o maior de sua vida. Despencou e, enquanto caía, viu, no rosto curioso do filho, romper um sorriso raro, sorriso inocente de quem acha divertido o que ainda não entende. A queda foi rápida e desajeitada. Quando os pés tocaram o solo de pedra, um baque surdo se fez ouvir, era o peso do corpo desabando sobre as pernas cansadas, anunciando o fim da empreitada, a última missão daquele dia, a mais importante de toda a sua vida.

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Quando o menino entendeu, soltou um grito: “Superman!”.

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No jardim, de pé em frente ao menino, com as mãos na cintura, olhar resoluto, pose de super herói, se fazia ver um homem de malha e cueca, botas de chuva e toalha, acenando para os vizinhos. Apesar da pequena altura da janela, torceu o tornozelo. Mas ninguém jamais soube disso.

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(Desconheço o autor)
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Lugirão, encontrei o presente de natal que você me pediu... ta bom esse papis Noel aí? hahahahahahaa...

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Cascada - Last Chr...

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Inté...

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Natal e Dionísio - Baco

No clima do Natal...
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E o bom velhinho fica chapadinho...hahahaaa...
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E da série "Mitologia Grega", o Matutando conta hoje, a estória de Dionísio, deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho. Foi identificado ao romano Baco.
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DIONÍSIO
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Dioniso, divindade do vinho e da embriaguez, era na origem deus da vegetação, cultuado na Trácia e na Frígia.
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Filho de Zeus, Dionísio normalmente é caracterizado de duas maneiras. Como o deus da vegetação - especificamente das árvores frutíferas - ele freqüentemente é representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira. De acordo com a tradição, sua concepção ocorreu em Tebas, quando sua mãe, Sêmele, filha de Cadmo, o fundador da cidade, foi amada por Zeus que se disfarçara de homem.
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A vingativa Hera, irmã e esposa de Zeus, adotou a aparência da antiga ama-de-leite de Sêmele e se negou a acreditar que Zeus fosse o pai do filho que a princesa tebana esperava a menos que esta convencesse o deus que o demonstrasse, apresentando-se diante dela com o seu verdadeiro aspecto. Sêmele, então, preparou uma armadilha e o fez apresentar-se, como realmente era. O brilho de Zeus, no entanto, a fez encolher até convertê-la em nada, ela foi fulminada pelos seus raios. Zeus, contudo, salvou Dionísio de seu ventre e, durante meses, o levou no seu músculo (da coxa) até que o menino pudesse sair ao mundo. Outra tradição, credita sua maternidade a Perséfone, rainha dos infernos.
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Quando Dioniso nasceu, para protegê-lo de Hera, Zeus enviou-o a Nisa, onde cresceu e descobriu a vide e o fabrico do vinho. Depois realizou numerosas viagens para expandir seu culto e ensinar aos homens a arte da vinicultura. Antes de subir ao Olimpo, desceu aos infernos para buscar a mãe e levou-a consigo.
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Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram reputadamente representados em certo festivais de teatro em sua homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma alegre divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. De fato, era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as orgias a ele dedicadas.
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De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificavam a promessa da ressurreição do deus. Dionísio era também conhecido entre os gregos como Baco, um nome que se referia aos altos brados com os quais Dionísio era adorado nas orgias, ou mistérios dionísicos.
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Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram em festivais primaveris, ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações. Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália e, posteriormente, bacanais (os quais, hoje, são sinônimo de orgias). As indulgências das Bacanálias tornaram-se extrema, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos eram ainda populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.
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Inté...
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