segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Family Guy - Uma Família da Pesada

Segunda feira na área... pra início de semana, resolví postar algo leve, e, dependendo do gosto, até engraçado. Me refiro à Sitcom "Family Guy", conhecido aqui no Brasil, como "Uma Família da Pesada". Eu, particularmente, curto pra caramba este seriado. Acho as tiradas ótimas, as críticas então, nem se fala...

Quem conhece, e gosta, sabe do que estou falando, e, pra quem ainda não conhece, vale a pena conferir... dê uma olhadinha, quem sabe você se agrada, né mesmo?

Episódio de hoje: A Retomada da Nação - Parte 1

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Segunda parte

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Inté...

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pinga ni Mim!

Bom dia matutada!
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Final de semana chegando e me veio na cabeça, postar sobre a origem da pinga. Não sou chegada numa não, prefiro uma cerveja bem gelada, ou no máximo um vinho branco... mas acho interessante a estória. Não sei se é verdadeira ou lenda, mas faz sentido, confiram.


A origem da PINGA
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A origem da palavra "cachaça" é bastante controversa. Os primeiros registros históricos do termo "caxasa" como aguardente de cana, datam de 1635, nas atas da Câmara do Município de Salvador. Pode ter sido uma derivação do vocábulo "cacho", proveniente do latim "capùlus" (punhado) ou "caccùlus" (caldeirão). Outra teoria se origina na Portugal quinhentista, onde "cachaça" significava "vinho de borras", denominação que no Brasil, teria se estendido à aguardente feita de borras de melaço. Existem ainda outras hipóteses, como o feminino de "cachaço" (parte gorda do pescoço do porco), ou ainda o verbo latino "coquère" (cozer, cozinhar).
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Bom, agora vamos à pinga. O crédito pela invenção da pinga é dos escravos africanos. Eram eles que cozinhavam o caldo de cana para obter o melaço, que teria acidentalmente fermentado durante esse processo e destilado ao ser fervido.
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Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formando no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava - daí vem o nome "PINGA". E quando pingavam nas costas dos escravos, já feridas com as chibatadas, ardia muito - e daí vem o nome "AGUARDENTE". Aquilo caía em seus rostos e escorrendo até a boca os escravos viram que a tal goteira dava um barato, e passaram a repetir o processo constantemente.
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A origem da "marvada" se situa entre os anos de 1532 e 1548, na capitania de São Vicente, primeira a ter plantações de cana-de-açúcar. As mudas da "cana crioula" teriam vindo da Ilha da Madeira por iniciativa de Martim Afonso de Souza, donatário dessa faixa de terra.
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Foram também os portugueses que importaram a devoção a São Benedito, santo associado à cachaça, mesmo antes de sua canonização em 1807. Conhecido como "o santo mouro", ele nasceu em 1526 na Sicília (Itália), filho de um escravo africano. Seu culto tornou-se muito popular no Brasil, como padroeiro dos negros e da caninha.
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A bebida nacional, que tem mais de quatrocentos anos de história, além do seu nome original, também possui inúmeros apelidos que passam de nomes políticos ou referências às sogras. Confira alguns:
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Abrideira, acaba-festa, caxiri, chibatada, saideira, aninha, choraminga, sacudidela, chorumela, salve-ela, arrebenta-peito, samaritana, branquinha, braseira, brasileira, criminosa, seleta, curandeira, sopapo, acorda-o-velho, da boa, sossega-leão, água-de-cana, desperta paixão, suadeira, água-forte, água-que-passarinho-não-bebe, talagada, alma-de-gato, enrola-chifre, amansa-sogra, amansa-corno, garapa, tijolo-quente, goró, arranja-briga, tira-prosa, arranca-bofe, maria-branca, tremedeira, caideira, mata-bicho, calafrio, mel, meu-consolo, uma-da-boa, veneno, canavieira, papudinha, venenosa, precipício, virgem-afamada, vexadinha, catinguenta, pinga, xaropada, xixi-de-anjo, purinha, zombeteira, cheirosinha, queimante....

E pra completar, vai aqui a estória verídica do meu compadre Tião...

Era bem cedinho e o seu Tião resolveu visitar o compadre no sítio vizinho. Quando chegou ao sítio do compadre, viu que tudo estava muito silencioso. Chamou, mas ninguém respondeu.
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Seu Tião resolveu entrar na casa, pois a porta estava só encostada. Foi em silêncio até o quarto do compadre pra ver se tava tudo bem.
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Quando passou pelo corredor, viu que a porta do banheiro estava entreaberta e viu seu compadre na maior masturbação (tava até gemendo). Resolveu sair quietinho da casa e esperar na varanda.
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Quando o compadre saiu do banheiro, seu Tião fingiu que estava chegando naquela hora no sítio e foi logo dizendo:
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- Ô cumpade, o mundo é cheio de concidência memo! Tô chegando nessa hora, nem chamei ainda e já do de cara com ocê na porta?
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- Mai o mundo é cheio de concidência memo cumpade, sabe que eu tava pensando nocê fais 5 minuto?
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- Fala isso não, cumpade!!!
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- Verdade, home!!!
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- Pelamordideus! Fala isso não, cumpade...
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Inté...

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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Cara de Mau

A revista Época confessa que manipulou foto de Chávez
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O diretor de artes da revista explica:

"Capa da semana
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Para fazer a capa desta semana foi feita uma pesquisa de imagem muito específica. O presidente da Venezuela Hugo Chávez teria que estar com cara ameaçadora. Foi muito difícil, ele tem uma cara gorda e simpática, não dá medo em ninguém. A imagem que mais chegou próximo do objetivo foi a que ele está de boina vermelha olhando para o lado esquerdo. Para deixar a imagem ainda mais forte, o nosso ilustrador Nilson Cardoso fez um trabalho de manipulação na imagem original, até chegar a este resultado final.O que acham? Façam seus comentários.

Marcos Marques - diretor de arte"

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Capas que foram descartadas...

Bom, partindo da premissa de que uma imagem vale mais do que mil palavras e de que imagem também é informação, não acho correto esse lance de maninpulação não. Mesmo porque, para leigos em manipulação de imagens (como eu), não tem como saber que foi uma mudança pela qual a revista optou. Sendo assim eu me perguto: Quantas fotos mais foram manipuladas pela Revista Época (e o leitor não foi avisado)? Dá para o leitor confiar?

Não estou levantando esta questão, para defender este ou aquele político, entendam.

Inté...

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lei Maria da Penha - Polêmicas...

Um juiz, da cidade de Sete Lagoas, Mg, Considera a Lei Maria da Penha inconstitucional e diabólica.
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Poisé, eu morro e não vejo tudo!
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Na foto, Maria da Penha Maia, uma biofarmacêutica que lutou durante 20 anos para que seu agressor fosse condenado.

O Juiz, Edilson Rodrigues considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha, contra violência doméstica, e afirmou que o mundo é masculino.
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De acordo com a reportagem da folha de São Paulo, o juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.
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"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!", diz Rodrigues, segundo a reportagem.
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A Folha teve acesso a uma das sentenças do juiz que chegou ao Conselho Nacional de Justiça. Em 12 de fevereiro, ele sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher "tornará o homem um tolo".
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"Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões."
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Também demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." Ele chama a lei de "monstrengo tinhoso".
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Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides".
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Segundo a Folha apurou, o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo praticamente os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido.
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A Folha procurou ouví-lo. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.
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Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência.
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Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.
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Em todos os casos em suas mãos, Rodrigues negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao TJ (Tribunal de Justiça). Conseguiu reverter em um caso e ainda aguarda que os outros sejam julgados.
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Matéria da jornalista Silvana de Freitas (Folha de São Paulo)
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Poisé, poisé, poisé!
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É mole ou quer mais!?
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Quando as Mulheres Acordam


Quando as Mulheres Acordam
Por Xico Sá

Impagável uma mulher quando acorda. Nada mais lindo e misterioso do que uma mulher acordando. Do que uma mulher antes das 10h da manhã, como uma vez vi umas fotos num livro de arte inglês, pelo que me lembro ou sonho. Uma mulher e suas verdades nos olhinhos que se espantam com o mundo como uma criatura que acaba de sair do útero, o maior dos sustos, o maior dos assombros da existência.

Umas têm um mau humor tremendo, meu Deus, te deixam acuado, são capazes de te xingar, espezinhar, te maldizer, para depois te amar ainda mais.

Outras acordam paranóicas com os cabelos, tenham caracóis, segredos, ou sejam lisos, loiros ou negros. Ainda mais se for no começo do amor, do caso, do namoro, do ensaio de casamento. Estas nos deixam na cama e correm para o espelho. Tudo por uma rápida conferência de Narciso. Se acham que estão "horríveis", naquele jeito, como naquele hiperbólico julgamento, dote tão feminino, te abandonam por horas no banheiro... E voltam as mais lindas desse mundo.

Existem aquelas que não estão nem ai, estas são raras, acordam e te presenteiam com aquele sorriso, como se tivessem sonhado com a possibilidade do nirvana ao teu lado, cria da tua costela, como canta o outro Chico, uma beleza de menina!

Os mistérios de uma mulher quando acorda são muitos.

Umas simplesmente silenciam, no máximo um monossílabo, isso quando são, por alguma razão, indagadas. Elas têm dúvidas, ainda não sabem se amam ou não amam, elas ainda guardam velhas heranças amorosas, tudo bem, coisas da vida.

Algumas acordam assustadas, como se dissessem, "que besteira eu fiz, nunca mais eu bebo".

Outras te mandam embora antes da aurora, para dormir o sono dos justos, o sono que livra de pesos na consciência e possíveis laços imediatos. Certíssimas.

Adoráveis aquelas que mantêm a posição de "conchinha", embora os motores da cidade já ronquem, apesar de todos os despertadores, todos os celulares. Estas são plácidas, jamais submissas.

Existem aquelas que acordam e põem logo uma música, uma música de acordo com o clima. Se tem sol, rock'n'roll, se faz frio, jazz, algo cool... Se o dia está cinza, toca aquela, que diz assim, como não quer nada, uma porrada, "ah insensatez, que você fez, coração mais sem cuidado...".

Nada mais lindo e misterioso do que uma mulher acordando, seus gestos, a dramaturgia, o arranque para a vida ou a inércia nos teus braços.

Os barulhos de uma mulher acordando, a música dos ossos se espreguiçando, os gerúndios tantos das ações e silêncios, o chuveiro ao longe a nos dizer tantos desejos e coisas, meu Deus, aquela água já escorre linda e faz pocinhas líricas nas saboneteiras...

Quantas dúvidas e quantas certezas acordam juntas quando uma mulher acorda.
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Leia mais sobre Xicho Sá no Carapuceiro e também na Germina.
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Inté...

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Como Desopilar o Fígado...

Olá matutada! E aí, muito animados para o feriadão!?
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Eu estou, e vou deixar aqui, um email que recebí e que me fez dar boas risadas! Tá aí, espero que divirtam-se lendo, como eu me diverti... ou não, né?...hehe...
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Fiquem com Deus!

Ah! E quem for viajar, não esqueça de trazer uma lembrancinha pra mim...hehe...
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Meu nome é Afonso Soares de Melo, e resolvi contar algo que passou comigo:

Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei. Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:

- Fale!!!

- Bom dia. Poderia falar com Andréa?
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O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso! Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número.
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Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei:
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- Você é um Filho da puta!!!
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Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "Filho da puta" e deixei o papel sobre a minha agenda. Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava prá ele, e quando atendia, lhe dizia "Você é um Filho da puta" e desligava sem esperar resposta. Isto me fazia sentir realmente muito melhor.
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Ocorre que a Telepar introduziu o novo serviço "bina" de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o Filho da puta". Então, tive uma idéia. Disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo "Alô " e mudei de identidade:
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- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telepar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço e identificador de chamadas "bina".
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- Não estou interessado! - disse ele, e desligou na minha cara.
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O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
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- Alô? - É por isso que você é um Filho da puta!!! e desliguei.
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Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor. Simplesmente disque 0xx41-7643.6732 ou o número de algum outro Filho da puta que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.
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Acontece que eu fui até o shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento. Cheguei a pensar que nunca fosse sair. Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço. Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: "Grande!" pensei, "finalmente vai embora".
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Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
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- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
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O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo.
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Diante da sua atitude, pensei: "Esse cara é um grande Filho da puta! Com toda certeza tem uma grande quantidade de Filhos da puta neste mundo!".
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Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de "VENDE-SE" no vidro do Vectra. Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar. Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone - após ter discado o 0xx41 - 7643.6732 do meu velho amigo e dizer "Você é um Filho da puta" (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: "Deveria ligar para esse cara também". E foi o que fiz.
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Depois de um par de toques alguém atendeu:
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- Alô.
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- Falo com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
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- Sim, é ele.
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- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
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- Sim, eu moro na Rua XV, n° 527. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
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- Qual e o seu nome?
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- Meu nome e Eduardo Cerqueira Marques - diz o cara.
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- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
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- Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
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- É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
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- Sim...
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- Eduardo, você é um grande Filho da puta!!! - e desliguei o telefone.
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Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter "bina", pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: Eram dois "Filhos da puta" para ligar.
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Após algumas ligações ao par de "Filhos da puta" e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes. Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o "Filho da puta 1".
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O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
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- Alô
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- e então falei: - Você é um Filho da puta - mas desta vez não desliguei.
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O "Filho da puta 1" diz: - Ainda está aí, desgraçado?
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- Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! - respondi rindo.
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- Pare de me ligar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
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- Não paro nããão, Filho da putinha querido!!!
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- Qual é o teu nome, lazarento? - berrou ele, descontrolado!
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Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
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- Meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu Filho da Puta. Porquê???
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- Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado? - gritou ele.
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- Você acha que eu tenho medo de um Filho da puta? Eu moro na Rua XV, n° 527, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na frente, seu palhaço filho da puta. E agora, vai fazer o quê???? - gritei eu.
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- Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. - rosnou ele.
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- Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, Filho da puta. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! - e desliguei o telefone na cara dele. Imediatamente liguei para o "Filho da puta 2".
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- Alô - diz ele.
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- Olá, grande Filho da puta!!! - falei.
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- Cara, se eu te encontrar vou...
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- Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu Filho da puta!
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- Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
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- Acha que eu tenho medo de você, Filho da puta? Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu Filho da puta!!! E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu Filho da puta!!! - e bati o telefone no gancho.
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Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua XV, n° 527, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa. Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da CNT "Cadeia" do Alborguetti, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua XV, n° 527.
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Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua XV, n° 527, para ver o espetáculo. Foi demais, observar um par de "Filhos da puta" chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.
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Moral da história?
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- Não tem moral nenhuma! Foi de sacanagem mesmo... E vê se atende o telefone educadamente, pois posso ser eu ligando para você... por engano...
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Inté...
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Atos que Deixam Marcas...


Um adolescente de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, conseguiu uma indenização da Justiça por ter sido proibido de ir ao banheiro pela professora da escola. Em abril de 2004, o jovem defecou nas calças na sala de aula por causa da proibição. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o estado a indenizá-lo em dez salários mínimos, por danos morais devido ao constrangimento.
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Na ação de indenização, o adolescente representado por sua mãe, disse ter sofrido constrangimento e danos psicológicos diante da situação. E disse ainda que teve de se transferir de colégio, no qual cursava a sexta série. Ao ser ouvido em juízo, o menino afirmou ter solicitado “umas cinco vezes para a professora” a autorização para ir ao banheiro. O que foi negado pela servidora estadual.
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Condenado em 1ª Instância ao pagamento de 15 salários mínimos, o Estado recorreu ao TJMG. Em sua defesa, sustentou que não existem provas de que o menor tenha se dirigido à professora pedindo para ir ao banheiro e ressaltou que nenhum dos seus colegas de turma ouviu qualquer das cinco solicitações feitas. Segundo o poder público, é inegável que a situação é constrangedora, porém não é possível responsabilizar o Estado pelo fato.
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(...) Para condenar o Estado, o relator destacou o Estatuto da Criança e Adolescente, que garante a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, e enfatiza o dever de todos velar pela dignidade deles. Com esses fundamentos, o desembargador Armando Freire manteve a condenação imposta ao Estado em 1ª instância, apenas diminuindo o valor da indenização para dez salários mínimos.
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Fonte:
G1

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Gente, já passei por uma situação parecida... Quando eu estava na primeira série, com os meus sete aninhos, eu pedi a professora que me deixasse ir ao banheiro... pois bem, só que eu não estava com vontade de ir ao banheiro, o que eu queria mesmo era ver o pessoal da quarta-série ensaiando para a quadrilha que seria apresentada na festa junina da escola.

Como minha turma não podia participar, éramos considerados muito novinhos para ensaiar e tals, e eu morria de vontade de dançar a tal quadrilha, lá fui eu espiar o ensaio, mas me esqueci do tempo e demorei um tiquinho pra voltar... quando voltei, recebi um rabo de olho da professora que me fuzilou...

E não é que depois de um tempo eu fiquei com vontade de ir ao banheiro mesmo? Queria fazer xixi, mas a professora não deixou... acabou que eu fiz na roupa mesmo, sentada na cadeira, mas acho (ingenuidade de criança, talvez) que ninguém percebeu, pois logo após, deu o sinal pra irmos embora e todos saíram afoitos... esperei que saíssem e fui pro banheiro, conferir o estrago...
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Se perceberam ou não, eu não sei ao certo (mas acho que se tivessem percebido teriam gozado de mim um monte!), só sei que ainda assim, eu quase morri de tanta vergonha!

E nessa mesma época, aconteceu o pior com um colega meu, tadinho! Ele era tímido, menino “da roça”, bem caladinho... pediu a professora pra ir ao banheiro e ela não deixou... ele não insistiu, se calou (creio que por timidês)...
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Tempos depois elu fez cocô nas calças... e toda a turma percebeu, tiveram que tirar o menino da sala, pois o cheiro estava insuportável! Não sei quais providências tomaram depois, só sei que certamente ele ficou traumatizado! Não me lembro do seu nome, ele não se sentava próximo a mim, não era meu amigo, mas eu nunca me esqueci do rosto dele! E nunca mais o vi também... ele não voltou pra escola...
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Gente, é muita humilhação uma coisa dessas! Muita vergonha! Imagine uma criança passando por isso? Agora imagine então, um adolescente, como foi o caso deste menino de Pouso Alegre?

Eu não sei porque certos professores fazem isso, sinceramente! Tudo bem, alguém pode dizer que a meninada mente (como eu fiz) e tals, mas e se não for mentira, como foi o caso do meu colega e o do mineiro? Como é que fica?
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Tem mais é que pedir indenização mesmo! Uma vergonha dessas, não tem dinheiro que pague, mas se você pode responsabilizar os “culpados”, tem mais é que usar mão do seu direito sim!
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Eu e o meu colega, bem que podíamos ter queimado o seu filme, né "tia Olívia!"? Se bem que, como o mundo da voltas, já pensou se isso acontece com a senhora? Se é que já não aconteceu, né?

Inté...

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