quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Hoje tem Marmelada? Tem sim Senhor!



Uma pirueta
Duas piruetas
Bravo, bravo
Superpiruetas
Ultrapiruetas
Bravo, bravo
Salta sobre
A arquibancada
E tomba de nariz
Que a moçada
Vai pedir bis...

Eita, li a Mara dizendo que vai deixar o post em seu blog, por mais tempo, pois irá fazer uma visitinha básica ao Cirque du Soleil. Que vontade que me deu de ir ao circo e quantas lembranças boas me vieram na cachola... lembranças da infância, onde eu ia em circos palpérrimos, mas divertidíssimos!

Palhaços ultra, mega, blaster engraçados, mágicas espetaculares, o trapezista parecia ter asas, as dançarinas me encantavam, sempre gostei de dançar... quando criança, pouco é muito! Eu achava tudo tão perfeito no circo!

Outro dia, tinha um circo aqui, pertinho da minha casa. Fui dar uma conferida básica e me decepcionei um tiquinho. Os palhaços já não são tão engraçados, os moços do trapézio caíam a todo o momento (na rede de proteção) e repetiam, repetiam o número e não acertavam... o mágico ficou manjado, coitado! Poisé, nada como a infância, onde essas coisas têm um valor enorme, e é bom que continue assim. Mas, uma coisa não pude deixar de perceber, as crianças não riam muito com os palhaços de agora, será porque? Alguns dormiram durante o espetáculo, outros não se empolgaram... que coisa, né?
.
Bom, agora tenho muita vontade de assistir a um espetáculo do Cirque du Soleil. É um espetáculo diferente do que normalmente é apresentado nos circos convencionais. Os números têm um quê de teatro mambembe, do próprio mundo circense, do balé, etc. É tudo tão colorido, a maquiagem é linda e fascinante! Todo o espetáculo é acompanhado por música ao vivo e a língua falada durante é o “Cirquish”, um dialeto imaginário criado pela companhia. Legal, né!?
.

“Uma das grandes características do Cirque du Soleil foi ter transformado o mundo do circo. Tornar atual algo já tão antigo e internalizado na memória de todos. Fez isso muito bem através da mistura que criou, trazendo influências de espetáculos dos mais variados e das mais diferentes culturas. Recrutando artistas e números de circo de toda parte, faz um mix de tudo juntando seu próprio estilo.
.
Não esquecendo dos grandes circos que até hoje encantam mundo afora, pode-se afirmar que esta companhia de pouco mais de 20 anos é hoje um dos maiores espetáculos de circo do mundo. Suas performances disponibilizam-se em DVDs e CDs e estão sempre com espetáculos em toda parte do planeta. A trupe do circo é hoje membro da Calçada da Fama do Canadá.”
.
Essa música do Chico Buarque, Saltimbancos, sempre que ouço, me lembro dos Trapalhões. Da época de Mussum e Zacarias, do filme Saltimbancos, que por sinal eu tenho em DVD e muito me emociona assistir...
.
Definitivamente, o circo me traz só boas recordações... sorriso bobo de orelha à orelha...
.
"O ESPETÁCULO NÃO PODE PARAR"
.
E, por falar em circo, parece que a CPMF caiu por terra mesmo, né!? Até que enfim!

08 Piruetas.mp3

.

Inté...

.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A Ferida

Ela lambia vagarosamente o fio de cabelo. E como um cão com a ferida, vigiava os lados para se certificar da solidão. Da cozinha podia ver o marido assistindo a reprise do futebol e ouvir a gritaria dos moleques que brincavam de bola dentro do quarto – quantas vezes eu já disse que não pode jogar bola aqui?-, mas o barulho da TV e as vozes das crianças não a tiravam da letargia. Sentia vontade de deixar queimar o arroz, o feijão, salgar a carne. Queria ainda deixar a pilha de louça suja esquecida na pia, desligar a máquina de lavar roupa e não atender à porta de serviço – a senhora pediu água? Jogou os cabelos para trás e ficou olhando o homem levantar o galão de vinte litros e colocá-lo no suporte em cima do balcão. Queria estar dentro dele, ser aquela água límpida que logo escorreria pela boca de alumínio fosco, que encheria os copos e os jarros da casa e acabaria esparramada no chão pela fúria do filho mais novo.
.
A chaleira apitou e ela caminhou até o armário.
.
Na noite anterior, sem que ninguém percebesse, tinha derramado todo o pó de café na lixeira da rua. Não sabia onde estava com a cabeça, mas de alguma forma sentia necessidade de acordar e não ter o café para fazer. Deitou-se mais cedo e ficou a madrugada revirando-se na cama. Pensava no marido, nas crianças cobrando a xícara de café-com-leite e ela ali, no meio da cozinha, sorrindo e dizendo: hoje não tem. Mas não teve forças de seguir adiante em seu intuito. Levantou-se antes das seis da manhã, correu à casa da mãe e trouxe de lá o pó que ia agora colocar no filtro por onde escorreriam a água quente e seus desejos noturnos. E lembrando-se deles, sentou-se na cadeira, puxando mais um fio de cabelo. Não havia pressa no movimento, só esperança. Esperança de que aquele fio, depois de lambido e engolido, lhe preenchesse o vazio.
.
Vássia Silveira
.
ELBA RAMALHO - TRE...

.

Inté...

.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Listas, Natal e Mitologia


O natal ta chegando, e aí, já fez sua listinha de presentes? Mandou sua cartinha pro Papai Noel?

Eu ainda não fiz a minha, pra falar a verdade, nem estou com ânimo de fazer. Larguei mão das listas desde o fim do ano passado. Eu tinha mania de fazer aquelas listinhas básicas de coisas que não farei e coisas que farei no ano novo... nunca funcionou... ou melhor, se eu cumpri com alguns dos itens, nem sei, não voltava na lista pra conferir.

É que nem agenda. Eu bem que tentei me adaptar, anotava coisas, compromissos, horários, aniversários, datas especiais, mas me esquecia de conferir a bendita... hehe... este ano, nem tive uma.

E amigo oculto? Quem aqui, já está fazendo parte de algum? Quantas vezes você já foi presenteado com algo de que não gostava? Uma vez eu ganhei de presente, um shampoo de cenoura... outra, um saquinho com cinco balas dentro (na quarta série)... hahahhhaaaa... Ah, mas, tudo bem, provavelmente já dei algum presente que alguém também odiou, não é mesmo? Sim, porque a gente reclama dos presentes que ganhamos nos amigos ocultos e nos esquecemos que também podemos estar dando uma bola fora...

Ah, bom mesmo é o banquete da noite natalina, isso sim! Hum... adoro as carnes assadas, lombos, as farofas, os complementos, sobremesas... eita, que é tudibom!

Este ano, em especial, o natal está me deixando saudosa e pensativa... não entro na questão mística/religiosa da data... este ano, não. Ando matutando sobre a vida, suas possibilidades, o futuro que me espera... fico sonhando e voando aaaltoooo!
.

Bom, deixando de lado, por enquanto, o meu bla, blá, blá sobre o natal e voltando com a série: Mitologia Grega. Hoje o Matutando conta a estória de Cronos, deus do Tempo.



A figura enigmática de Cronos representou, na mitologia, um claro exemplo dos conflitos religiosos e culturais surgidos entre os gregos e os povos que habitavam a península helênica antes de sua chegada.

Cronos era um deus da mitologia pré-helênica ao qual se atribuíam funções relacionadas com a agricultura. Mais tarde, os gregos o incluíram em sua cosmogonia, mas lhe conferiram um caráter sinistro e negativo.

Na mitologia grega, Cronos era filho de Urano (o céu) e de Gaia (a terra). Incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os Titãs, castrou o pai - o que separou o céu da terra - e tornou-se o primeiro rei dos deuses. Seu reinado, porém, era ameaçado por uma profecia segundo a qual um de seus filhos o destronaria. Para que não se cumprisse esse vaticínio, Cronos devorava todos os filhos que lhe dava sua mulher, Réia, até que esta conseguiu salvar Zeus. Este, quando cresceu, arrebatou o trono do pai, conseguiu que ele vomitasse os outros filhos, ainda vivos, e o expulsou do Olimpo, banindo-o para o Tártaro, lugar de tormento.

Segundo a tradição clássica, Cronos simbolizava o tempo e por isso Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Era representado como um ancião empunhando uma foice e freqüentemente aparecia associado a divindades estrangeiras propensas a sacrifícios humanos. Os romanos assimilaram Cronos a Saturno e dizia-se que, ao fugir do Olimpo, ele levara a agricultura para Roma, com o que recuperava suas primitivas funções agrícolas. Em sua homenagem, celebravam-se as saturnálias, festas rituais relacionadas com a colheita.
.
O mito de Cronos oferece elementos simbólicos interessantes a serem explorados para pensar algumas qualidades que o tempo pode assumir, sobretudo como instrumento de poder. A castração de Urano, por exemplo, representa o estancamento da intuição e da criatividade, capazes de antever o futuro. Por outro lado, ao engolir seus filhos, Cronos busca preservar o poder, controlando possibilidades e estabelecendo limites para o futuro. Mas Cronos é incapaz de controlar totalmente as possibilidades do futuro representadas por Zeus, que em silêncio, aguarda uma oportunidade para manifestar-se.
.
Segundo Sulivan, Cronos também representa o olhar crítico daquele que avalia possibilidades e limites. Ele simboliza a percepção ou delimitação das circunstâncias temporais. As noções de limitação e delimitação estão em estreita relação com à noção de tempo cronológico.
.
Inté...
.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Vida é Como um Passeio de Roda Gigante

Imagem que ganhei, tempos atrás, de um amigo que frequentava o meu blog... muito linda! Adorei! (London Eye)
.
****************
.
De tanto sentir, sem pensar: escrevo.

Quero explicar o meu silêncio.
Ando ocupada demais tecendo sentimentos
aqui por dentro,
por onde o mundo passa,
onde o grito escoa não se sabe
de onde pra onde.
Mas estou laboriosa de tanto sentir,
desembaraçando nós...

(Trecho do poema de Claudia Câmara)

Talvez esse trecho aí em cima ajude a explicar minha “ausência” aqui do blog... é bem verdade que andei postando, mas não me sentia aqui... e assim, estive ausente.

Não sei se já estou totalmente aqui, na verdade, não sei onde estou, me sentia perdida no meio do NADA! Desorientada... mas, acho que anteontem, minhas idéias começaram a clarear, talvez eu tenha encontrado não a solução, mas um caminho a seguir, pra amenizar um dos meus problemas... e que problema! ele vale por muitos...hehehe...

Estou tentando e isso é o que importa. Espero logo, logo, voltar com todo o gaz que me é peculiar, minha alegria, meu vigor... to com o brilho ofuscado, perdi as ilusões e o meu sorriso, que dizem, é o que tenho de melhor... saudades de boas gargalhadas... mas não apaguei...hehehe... nem vou, disso tenho certeza!

No meio de tudo isso, eu sinto que por mais que a gente pense que conhece as pessoas, estamos tão longe da verdade! Basta um pingo fora do lugar, para que duvidem da gente, sendo que antes nos foi confiando tantas coisas... e por mais que você se explique, não se faz entender... mas o tempo mostra no fim das contas se você merecia ou não um crédito... confio nisso! Ele sempre põe as coisas nos seus devidos lugares... vou esperar então...

Mudando de pau pra cassete, outra coisa... gosto de navegar por vários espaços, vejam os blogs que tenho listados aí do lado direito... são de assuntos diversos, várias formas de escrita, de expressão... dentre eles, BBB (Big Brother Brasil). Meu blog é bem recente, alguns meses apenas... nunca foi um blog fã, mas, na época do jogo, me posicionei algumas vezes, pelo jogador que eu escolhi pra torcer... Isso ficou no passado, mas, mesmo na época, quando os ânimos aqui nos blogs sobre bbb, andavam exaltados, eu nunca fui radical, visitei e li blogs e opiniões contrárias às minhas, acho que isso só acrescenta. Ainda mais pra uma pessoa inexperiente no que se refere ao jogo bbb. Caí aquí, na nete bbb, de para-quedas, nem sei ao certo como... enfim, é muito assunto... encurtando a prosa... andei voando por aí, em vários cantinhos e encontrei um que me cativou. O local, as pessoas, as conversas, dei boas risadas... isso também me afastou um pouco daqui, mas o lance é saber dividir o tempo, né?

Por falar nesse lance do blog, é difícil quebrar barreiras, penetrar num círculo de amizades fechado... mas não é impossível. Já vi isso acontecer aqui no meu blog e eu dei a maior força pra que as pessoas que se sentiam de alguma forma, preteridas, se sentissem à vontade... cedi minha casa e o farei quantas vezes achar que devo...

Enfim, estou me esforçando para me tornar presente aqui... indo aos trancos e barrancos, invergando sem quebrar... hehe...
.
Mas a vida é isso aí. Algum dos matutos comentou aqui no blog que a vida é uma imensa roda gigante! Fiz um passeio ótimo, com direito a frio na barriga, sorriso de orelha à orelha e todo tipo de sensações boas que um passeio assim proporciona, mas, uma hora, a roda para de girar e a gente tem que descer... e, quando ela para de supetão, é pior ainda, você não quer de forma alguma sair, mas acaba percebendo que é preciso... e eu tive que descer, a contragosto, mas desci...
.
Inté...
.
Update: Acho que disseram que a vida é como uma Montanha Russa... hahahaha... faiô a memória...hihi
.
.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mafalda e o Mundo

Inté...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Faiô!


Agora e aqui

Ele chegou em casa do trabalho mais cedo e, embora não tivesse planejado assim, num momento estrategicamente feliz: depois da saída da empregada e antes da chegada das crianças.
A mulher estava na cozinha, arrumando as coisas que trouxera do supermercado.
- E a Luíza?
- Já foi.
- E as crianças?
- Ainda é cedo.
Quando ela levantou a cabeça para ver por que ele ficara parado ao seu lado, em silêncio, deu com o sorriso dele.
- Que foi?
- Vai ser agora.
- Cê tá doido?
- Agora e aqui.
Ele já estava tirando o casaco.
- Cê tá doido.
- Nós nunca fizemos na cozinha.
- Espera um pouquinho...
Ele estava tentando abrir os dois zíperes ao mesmo tempo, dos jeans dela e das próprias calças.
- Espera!
Ela mesmo abriu o zíper e despiu os jeans, depois a calcinha.
Ele estava pulando num pé só para arrancar as calças.
- Onde?
- Aqui. Na mesa. Vem.
- Não! As compras do súper.
- Não interessa.
- Tem ovos!
- Então em cima do fogão.
- Não! Está aceso. A Luíza deixou um...
- Em cima do balcão. Assim. Senta assim e...
- Ui!
- Que foi?
- Sentei em cima dos congelados.
- Vem mais pra cá...
- Cuidado as facas!
- Ai!
- Cortou?
- Sei lá. No chão. Vai no chão mesmo.
- No chão não. No chão não!
- Então onde?
- Na sala.
- Na sala. Vamos.
- Me carrega.
- O quê?
Ela já estava abraçada nele. Braços e pernas. Ele saiu cambaleando da cozinha.
Entre a cozinha e a sala ficava a sala de jantar.
- Vai ser aqui mesmo - disse ele.
Tentou soltá-la em cima da mesa. Não agüentaria carregá-la até a sala. Ela gritou:
- As frutas da mamãe!
Eram frutas de vidro que ornamentavam o centro da mesa.
- Nunca gostei dessas frutas.
- Pra sala! - ordenou ela, pulando no seu pescoço outra vez.
A caminho do sofá ele tropeçou num brinquedo e quase caiu. O sofá também estava coberto com coisas das crianças. Até uma planonda.
Ele tentou levá-la para o tapete, mas ela protestou:
- No chão eu não quero.
- Isso já é preconceito, pô.
- Vamos pro quarto.
- E quarto é lugar pra isso?
Ela se descolou dele, pôs os pés no chão e voltou para a cozinha. Ele abriu um espaço, a golpes irritados, entre as coisas das crianças no sofá e sentou-se.
Em cima de um bichinho da Parmalat, que jogou longe. Quando ela reapareceu na porta da cozinha já tinha vestido os jeans.
- Me ajuda a guardar as compras?
- Não.
- Depois a gente pode usar a mesa...
- Agora é tarde.
Há muito tempo que é tarde, pensou ele. E, mesmo, aquela agitação não fizera nada bem para sua coluna.
Gritou para a cozinha:
- Quando vier daí, traz as minhas calças.


(luís Fernando Veríssimo)
.
.
Inté...
.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Não Leve a Vida tão a Sério...

Hoje é domingo, pé de cachimbo
O cachimbo é de ouro, bate no touro
O touro é valente, bate na gente
A gente é fraco, cai no buraco
O buraco é fundo, acaba com o mundo!

Relembrar a infância é sempre muito bom. Digo, no meu caso é sim, saudades boas de uma época de despreocupações, inocência, alegrias pelas coisas mais simples e variadas possíveis... onde as boas sensações, principalmente, tomavam grandes proporções...

Brincar de polícia e ladrão, pique esconde, mãe da rua, cadê o grilo, porta bandeira, chicotinho queimado... hoje brinco de viver... Acabo de perceber que não levo minha vida tão à sério. Será que isso é bom, ou ruim!? Preciso pensar...

.
Então, vamos brincar um bocadim...hehe... segue abaixo, uma cartinha de solicitação de emprego... veja e aprenda como é que se faz!

.
**********************************
.
Presado Cenhor,
.
Quero candidatarme pra o lugar de ceqretária que vi no jornau.
.
Eu teclo muito de pressa con um dedo e fasso contas ben.

Axo que sou boa ao tefone em bora seija uma peçoa sem muito extudo.

O meu salario tá aberto há discução pra que o senhor possa ver o que mi pode pagar e o Cenhor axar qui eu meresso.

Pósso comessar imediatamente.
.
Agradessida em avanso pela sua resposta.
.
Cinceramente,
.
Catia Flávia
.
PS: Como o meu currico é muinto piqueno, abaicho tem 1 foto minha.
.


Resposta do Empregador:
.
Querida Catia Flávia, o emprego é seu. Nós temos correção automática no word. Compareça já amanhã.
.
Inté...
.