quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Atos que Deixam Marcas...


Um adolescente de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, conseguiu uma indenização da Justiça por ter sido proibido de ir ao banheiro pela professora da escola. Em abril de 2004, o jovem defecou nas calças na sala de aula por causa da proibição. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o estado a indenizá-lo em dez salários mínimos, por danos morais devido ao constrangimento.
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Na ação de indenização, o adolescente representado por sua mãe, disse ter sofrido constrangimento e danos psicológicos diante da situação. E disse ainda que teve de se transferir de colégio, no qual cursava a sexta série. Ao ser ouvido em juízo, o menino afirmou ter solicitado “umas cinco vezes para a professora” a autorização para ir ao banheiro. O que foi negado pela servidora estadual.
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Condenado em 1ª Instância ao pagamento de 15 salários mínimos, o Estado recorreu ao TJMG. Em sua defesa, sustentou que não existem provas de que o menor tenha se dirigido à professora pedindo para ir ao banheiro e ressaltou que nenhum dos seus colegas de turma ouviu qualquer das cinco solicitações feitas. Segundo o poder público, é inegável que a situação é constrangedora, porém não é possível responsabilizar o Estado pelo fato.
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(...) Para condenar o Estado, o relator destacou o Estatuto da Criança e Adolescente, que garante a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, e enfatiza o dever de todos velar pela dignidade deles. Com esses fundamentos, o desembargador Armando Freire manteve a condenação imposta ao Estado em 1ª instância, apenas diminuindo o valor da indenização para dez salários mínimos.
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Fonte:
G1

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Gente, já passei por uma situação parecida... Quando eu estava na primeira série, com os meus sete aninhos, eu pedi a professora que me deixasse ir ao banheiro... pois bem, só que eu não estava com vontade de ir ao banheiro, o que eu queria mesmo era ver o pessoal da quarta-série ensaiando para a quadrilha que seria apresentada na festa junina da escola.

Como minha turma não podia participar, éramos considerados muito novinhos para ensaiar e tals, e eu morria de vontade de dançar a tal quadrilha, lá fui eu espiar o ensaio, mas me esqueci do tempo e demorei um tiquinho pra voltar... quando voltei, recebi um rabo de olho da professora que me fuzilou...

E não é que depois de um tempo eu fiquei com vontade de ir ao banheiro mesmo? Queria fazer xixi, mas a professora não deixou... acabou que eu fiz na roupa mesmo, sentada na cadeira, mas acho (ingenuidade de criança, talvez) que ninguém percebeu, pois logo após, deu o sinal pra irmos embora e todos saíram afoitos... esperei que saíssem e fui pro banheiro, conferir o estrago...
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Se perceberam ou não, eu não sei ao certo (mas acho que se tivessem percebido teriam gozado de mim um monte!), só sei que ainda assim, eu quase morri de tanta vergonha!

E nessa mesma época, aconteceu o pior com um colega meu, tadinho! Ele era tímido, menino “da roça”, bem caladinho... pediu a professora pra ir ao banheiro e ela não deixou... ele não insistiu, se calou (creio que por timidês)...
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Tempos depois elu fez cocô nas calças... e toda a turma percebeu, tiveram que tirar o menino da sala, pois o cheiro estava insuportável! Não sei quais providências tomaram depois, só sei que certamente ele ficou traumatizado! Não me lembro do seu nome, ele não se sentava próximo a mim, não era meu amigo, mas eu nunca me esqueci do rosto dele! E nunca mais o vi também... ele não voltou pra escola...
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Gente, é muita humilhação uma coisa dessas! Muita vergonha! Imagine uma criança passando por isso? Agora imagine então, um adolescente, como foi o caso deste menino de Pouso Alegre?

Eu não sei porque certos professores fazem isso, sinceramente! Tudo bem, alguém pode dizer que a meninada mente (como eu fiz) e tals, mas e se não for mentira, como foi o caso do meu colega e o do mineiro? Como é que fica?
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Tem mais é que pedir indenização mesmo! Uma vergonha dessas, não tem dinheiro que pague, mas se você pode responsabilizar os “culpados”, tem mais é que usar mão do seu direito sim!
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Eu e o meu colega, bem que podíamos ter queimado o seu filme, né "tia Olívia!"? Se bem que, como o mundo da voltas, já pensou se isso acontece com a senhora? Se é que já não aconteceu, né?

Inté...

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ariosto Não tem Sangue de Barata


- Não me beija que eu estou toda suada!
Depois:
- Ariosto! Eu recém-saí do banho!
Depois:
- Não-o. Olha o meu penteado.
Depois:
- Quer fazer o favor? Estou tentando ver a novela.
Depois:
- Agora não, Ariosto. Eu já botei o creme.
De manhã:
- Ó Ariosto. Eu ainda não escovei os dentes!
Depois:
- Não dá tempo, bem. A Nelinha daqui a pouco vem me buscar pra ginástica.
E depois da ginástica:
- Me larga que eu estou toda suada!
Finalmente:
- Ariosto!
- Vai ser aqui mesmo.
- Mas...Você está se molhando todo!
- Não interessa.
- Eu estou toda ensaboada!
- Melhor assim.
- Ariosto! Ai! Espera!
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Mas Ariosto não esperou. Foi ali mesmo. Debaixo do chuveiro. Ariosto nem tirou as calças.
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À mesa do jantar, naquela noite, ela se queixou.
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- Nunca pensei.
Ariosto, sem saber se a frase se aplicava:
- Eu não tenho sangue de barata.
- Precisava me atacar?
- Só tomei o que é meu.
- Precisa ser grosseiro?
- Agora vai ser assim. Quando você menos esperar.
- Ariosto!
- Quando você menos esperar!
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Dois dias depois, quando ela chegou da rua (banco, pedicure, supermercado) no meio da tarde, ele estava esperando atrás da porta.
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Tinha chegado mais cedo do trabalho para pegá-la. Pacotes do supermercado pelo chão, ele tomou o que era seu em cima dos congelados.
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Na manhã seguinte, esperou ela se levantar da cama, escovar os dentes, se vestir - e só então atacou.
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- Ariosto! Na mesa do café?!
Foi na mesa do café mesmo e não teve conversa.
- A Nelinha vai chegar a qualquer momento!
- Azar.
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Outra vez foi no cinema. Ela devia ter desconfiado quando ele quis sentar atrás, ele que gostava de sentar na frente. Atrás não tinha ninguém.
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- Ariosto, o que é isso?
- Chega um pouco pra cá... Assim... Agora a outra perna.
- Ariosto, vão nos ver!
- Não vão.
- Vão nos ouvir!
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Mas era um filme do Schwarzenegger e ninguém ouviu.
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Ela decidiu que o jeito era restabelecer uma rotina convencional. Ariosto tinha vencido. Voltariam a fazer sexo em lugar e hora apropriados, sempre que ele quisesse. Só assim ela conteria a fúria compensatória do Ariosto. Só assim se livraria da ameaça constante de ser atacada pelo Ariosto quando menos esperava - como na vez em que ele a estava aguardando na garagem do prédio, e eles quase tinham sido flagrados dentro do carro pela dona Elcina do 702. Ela decidiu que começaria a ir para a cama antes de botar o creme.
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Mas era tarde demais.
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- Negro...
- Hmmm?
- Vamos?
- O quê?
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Ariosto, lendo uma revista e se fazendo de desentendido.
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Ela:
- Você não quer?
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Ele (bocejando):
- Agora não.
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E, quando ela desistiu e levantou-se para botar o creme, ele perguntou:
- Aonde você vai amanhã?
- Não digo!
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Todas as terças-feiras ela almoçava com a turma. Amigas antigas, muitas ex-colegas da escola, um grupo de 15 - quando apareciam todas. Ela e a Nelinha, que morava no mesmo prédio, iam juntas e não perdiam um almoço, sempre nas terças, sempre no mesmo restaurante. Naquela terça a conversa na mesa estava animada, como de costume, mas as amigas notaram que ela não parava de olhar para a porta do restaurante, como se esperasse a chegada de alguém. E viram ela, de repente, se levantar com uma expressão de pânico no rosto. Alguém que entrara pela porta e agora se aproximava da mesa era a causa do seu terror. Ela recuou, derrubando sua cadeira, e achatou-se contra a parede. E gritou:- Ariosto, tu não é louco!
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(Luís Fernando Veríssimo)
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Inté...
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Update: Gente, fiquei sabendo que hoje é o meu dia e eu nem tava lembrando disso... poisé, é dia das bruxas... Há muito tempo atrás, tentei ser fada, mas percebí que nascí pra ser bruxa mesmo... hehe... O causo é que tô procurando um "certo" carderão pra pular dentro...hehe...
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Então vai aí uma música pras bruxas e bruxos matutos...

02. Nenhum de nós ...

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Mitologia Grega e Aniversário...

Continuando a sessão, Mitologia Grega, hoje o Matutando trás Atena, a deusa da Guerra, da Sabedoria e das Artes...
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Atena era filha de Zeus e de sua primeira mulher, Métis, a deusa da Prudência.
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Segundo a tradição, quando Métis estava grávida, Zeus a engoliu, por temer que seu filho viesse a destroná-lo, como um dia ele próprio fizera com o seu pai, Cronos.
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Segundo outra versão do mito, Zeus cobiçava os conhecimentos de Métis, cujo nome significa "conselho". O amoroso Zeus perseguiu a reticente Métis, a qual pretendia conservar sua virgindade. Quando esta se disfarçou de mosca, o deus a devorou. Conseqüentemente, Métis deu a luz a Atena no centro da inteligência de Zeus: a sua cabeça.
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Mais tarde, já numa passagem para a qual ambas as lendas convergem, Zeus, atormentado por uma dor de cabeça, pediu a Hefesto, um filho seu, que lhe abrisse o crânio com uma machadada. De sua cabeça saiu Atena, já adulta, armada e coberta com o elmo do Saber.

Atena era a deusa das cidades gregas, da indústria, da sabedoria e das artes, conhecida como Minerva pelos romanos. Era uma deusa virgem, dedicada a castidade e celibato. Era majestosa e uma linda deusa guerreira, protetora de seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima Atenas. Única deusa retratada usando couraça, com pala de seu capacete voltada para trás para deixar a vista sua beleza, um escudo no braço e uma lança na mão.

Era também deusa da guerra. Desfrutava da valentia, da coragem e da ousadia no campo de batalha, mas não tinha tempo para matanças sem sentido, como o deus da guerra Ares. Para Hefesto, o deus ferreiro, adorado em Atenas, a deusa representava uma rival atraente e, em várias ocasiões, tentou torná-la sua amante.

Dizia-se que inventara a flauta, mas desprezara femininamente o instrumento ao ver como seu rosto ficava desfigurado quando ela enchia de ar as faces, para soprar...

Atena era a filha predileta de Zeus, que lhe concedeu muitas das suas prerrogativas. Ela tinha o dom da profecia e tudo que autorizava com um simples sinal de cabeça era irrevogável.
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Contradizendo com seu papel como uma deusa que presidia às estratégias da batalha na época de guerra e às artes domésticas em tempo de paz, Atena era também apresentada com uma lança em uma das mãos e uma tigela ou roca na outra.

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Certa vez, em meio de uma intensa batalha entre ambos, o sêmem de Hefesto caiu ao solo, onde se converteu no rei serpente Eructam. Talvez porque foi o mais próximo que esteve de ter um filho que Atena se interessou pelo bem-estar da criança. Confiou-o às filhas de Cécrope, um rei primitivo que, pelo que se dizia, tinha sido uma serpente, pedindo às mesmas que não olhassem para o interior da canastra onde se encontrava Eructam. Mas a curiosidade foi mais forte e as princesas enlouqueceram ao ver a criança-serpente. A deusa, então, levou Eructam ao seu tempo da Acrópolis e o criou até que o nomearam rei dos atenienses. Agradecido, Eructam fomentou o culto a Atena como deusa da cidade.

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Atena foi forte defensora dos gregos na Guerra de Tróia. Depois da queda de Tróia, entretanto, os gregos não conseguiram respeitar a santidade de um templo de Atena em que a profetisa Cassandra procurou abrigo. Como castigo, tempestades enviadas pelo deus do mar, Possêidon, a pedido de Atena, destruiu a maioria dos navios gregos que retornavam de Tróia.

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Atena era também uma patrona das artes agrícolas e do artesanato feminino, especialmente a arte de tecer e fiar. Entre seus presentes ao homem estavam a invenção do arado, a arte de domesticar animais, construção de navios e a confecção de sapatos. Ela freqüentemente era associada com pássaros, especialmente a coruja, ave a que os gregos relacionavam força e sabedoria.
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Quando Atena era retratada com outro indivíduo, esse sempre era do sexo masculino. Por exemplo, era vista perto de Zeus na atitude de um guerreiro de sentinela para seu rei. Ou era reconhecida atrás ou ao lado de Aquiles ou de Odisseu, os principais heróis gregos de Ilíada e da Odisséia.
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Na cidade de Atenas que seu culto foi perpetuamente honrado: tinha seus altares, as suas mais belas estátuas, as suas festas solenes e um templo de notável arquitetura, o Partenon. Esse templo foi reconstruído no período de Péricles.


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Hoje é aniversário da Lugirão (Lúcia Girão), figura cativa aqui no Matutando! Gente boa demais! Uma menina que nos diverte com o seu inconfundível jeito de falar (escrever), as suas tiradas clássicas, o seu jeito de corar quando o assunto começa a esquentar... Sim gente, ela cora! Acreditam!?...hehe... a gente chega a imaginar as suas boxexas vermelhinhas e os "zóios" mais arregalados do que de costume... ela é uma figura! hehe...

Uma pessoa que se tornou especial pra mim e que muito me alegra com sua presença constante e amizade! Mais uma grata surpresa que a net me proporcionou... Mais uma amizade que quero conservar...

Desejo muitas felicidades à você, saúde, dinheiro, beijo na boca, e gozar os prazeres que a vida tem pra oferecer e que for de seu agrado!

Um forte abraço, e uma música pra você, com todo carinho!

Chão de Giz.mp3

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Inté...

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O Ladrão de Galinha


Pegaram o cara em flagrante, roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.
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DELEGADO - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
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LADRÃO - Não era para mim não. Era para vender.
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DELEGADO - Pior! Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha!
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LADRÃO - Mas eu vendia mais caro.
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DELEGADO - Mais caro?
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LADRÃO - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
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DELEGADO - Mas eram as mesmas galinhas. Safado!
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LADRÃO - Os ovos das minhas eu pintava.
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DELEGADO - Que grande pilantra...(Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.) Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
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LADRÃO - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.
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DELEGADO - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
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LADRÃO - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e superfaturo os preços. (O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada). Depois perguntou:
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DELEGADO - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
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LADRÃO - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
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DELEGADO - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
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LADRÃO - Às vezes. Sabe como é...
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DELEGADO - Não sei não, excelência. Me explique.
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LADRÃO - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia. É uma experiência nova.
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DELEGADO - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não!.

LADRÃO - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!.

DELEGADO - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes....

Poisé, poisé, poisé...
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A vida imita a arte e imita as piadas também...
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Mudando o rumo da proza... perguntas que estão martelando na minha cabeça...
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Porque será que, na maioria das vezes, ser boazinha/bonzinho não é legal? Porque no fim das contas, a gente, quando age assim, quase sempre se lasca!?
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Porque a gente tem que ser compreensiva, gente boa, educada, parceira, pau-pra-toda-obra, e, nem sempre isso é levado em consideração? Sim, falo em consideração, nem falo em retribuição, já que o ditado diz: fazer o bem sem olhar a quem...
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Porque pessoas recebem deste, ou daquele, palavras cordiais e amáveis, independente da situação ou da afinidade, enquanto você, nem sempre? E porque a raiva que sentem de você demora tanto a passar?
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Porque ser sincera, nem sempre é aceito com boa receptividade, e o efeito acaba sendo contrário ao que você esperava? Porque as pessoas não são sinceras na mesma proporção? Quando digo sincera, não me refiro à chegar pra uma pessoa e dizer que a roupa dela está um horror, isso é falta de educação. Entendam sincera, como, não esconder certas coisas, nem omitir fatos que irão gerar desconfianças futuras... a desconfiança é um veneno que se espalha aos poucos, bem devagarinho e vai minando as forças do que quer que seja...
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Porque guardam mágoas de algo que aconteceu, e vez ou outra jogam isso na sua cara? Sim, mesmo que o façam discretamente e indiretamente, você sente aquela pontinha do alfinete lhe cutucando...
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Porque quando citam algo de bom que ocorreu, e te deixam de fora, quando você acha que fazia parte daquilo, seu coração aperta e você se sente tão pequena?
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Porque mesmo você dizendo várias vezes que algo lhe incomoda, que determinado comportamento não lhe agrada, você é ignorada tantas vezes, a ponto de um dia você perceber que aquilo não lhe incomoda mais? Daí vem outra pergunta: esse "não incomodar mais" é bom ou ruim?
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Porque expor seus sentimentos ao alcance de muitos às vezes te deixa com uma IMENSA sensação de arrependimento, com a ligeira desconfiança de ter sido boba e precipitada?
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E porque eu escreví isso?
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Ah, deu vontade...
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Um ótimo começo de semana pra toda a matutada que passa por aqui!
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Inté...
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domingo, 28 de outubro de 2007

Se...


Se um dia eu tivesse a oportunidade, eu diria a ele que a vida é muito curta. E que não há nenhum documento com firma reconhecida que comprove outras existências, embora eu goste de pensar que isso seja possível. Diria que apesar dos destroços é preciso acreditar na mensagem lançada ao mar, dentro da garrafa - sim, ela chegará ao seu destino - e que as esquinas são salientes porque no fundo lembram as curvas da mulher amada – onde tudo são encontros e despedidas. Que na rigidez dos bancos de praça repousam os sonhos daqueles que buscam apagar da memória as lágrimas roxas vertidas aos amores, sempre tão finitos.
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Se um dia eu tivesse a oportunidade, eu lhe diria que bebi muito. Que rodopiei em chão de terra e louça e que quebrei alguns frascos enquanto o esperava.
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Vássia Silveira
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E digo ainda, que se um dia eu tivesse a oportunidade, eu lhe mostraria o que há de melhor em mim, lhe diria coisas que estão guardadas, e que só poderiam ser ditas assim, cara a cara, olhos nos olhos, coração acelerado, friozinho no estômago e depois boca com boca, pele com pele, pêlo com pêlo...
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Eu roçaria os meus longos cabelos, que ele tanto adora, por todo o seu corpo, para que ele satisfisesse a vontade de tocá-los, de cheirá-los, de puxá-los, de tomá-los para sí... de me tomar para sí...
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Da minha boca sairiam gemidos baixos, sussurros e palavras obscenas, com a voz rouca que o deixa tão excitado... e como eu gosto de saber disso!
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Eu saciaria todos os meus desejos, todas as vontades que tenho dele e ele de mim... e para isso seria preciso muitas vezes... muitas...
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Se eu tivesse a oportunidade, eu cumpriria todas as promessas que fiz: de amor, de cuidados, de carinhos e chamegos, de afagos, de conversas, de cumplicidade, amizade, fidelidade, prazer, luxúria, gozo...
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Lhe daria a atenção que ele merece, ele nunca seria deixado de lado... faria o seu prato favorito, dançaria com ele as nossas músicas, lhe daria beijos gelados, o surpreenderia com carinhos, agrados e mimos... sim, eu o mimaria muito!
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Devoraria tudo que ele escrevesse, com o prazer incontido de fã declarada que sou... nunca deboxaria do seu talento...
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leríamos juntos os nossos segredos, coisas que guardei sobre nós, as nossas horas deliciosas... tão nossas... tão íntimas!
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Então recordaríamos passo a passo, o início, o meio e... e, olharíamos um pro outro e diríamos: - quem se apaixonou primeiro?
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E em meio a gargalhadas e beijinhos, cocluiríamos que nunca chegaremos a uma resposta...
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Lhe daria filhos... um casal, se Deus assim o permitisse!
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Nosso encontro ao acaso... Coisas da vida? Do destino? Predestinação? Eu acredito que sim...
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Muitas coisas eu diria... e faria...
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Mas tudo isso só seria possível se um dia eu tivesse a oportunidade...
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Mineira
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Inté...
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

É Cada Coisa!

Não entendo mais nada, li aqui, que casar engorda e ficar solteiro e mascar chicletes, ajuda a manter a boa-forma...

Ainda disseram que a obesidade pode ser "socialmente contagiosa", já que ter amigos obesos pode ser um fator para que a pessoa também apresente sobrepeso (57% de mais risco). Essa é boa, agora querem por a culpa nos gordinhos! É cada coisa!
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Depois li em outra matéria, que, “A Paixão é Estressante para o Corpo”. Segundo "estudiosos", a paixão dura em torno de um ano, mais ou menos, e que depois vem o amor, ou seja, quem ta no primeiro ano de namoro, vai se estressar pra caramba...

E ainda, no mesmo site, diz que, problema amoroso faz mal ao coração. Já postei isso aqui, por esses dias, inclusive... diz que pessoas que estão sofrendo por amor estão mais propensas a problemas coronários... pobre coração, coitado!

E pra fechar, lá também diz que, “Casar faz bem à Saúde”. Segundo uma pesquisa feita na Inglaterra, os solteiros correm mais riscos de desenvolver doenças crônicas e até morrer...

Paro por aqui! Como assim Bial!?

Não é aconselhável se apaixonar, se quiser evitar o estresse...

Não é aconselhável se casar, se quiser manter um peso legal e saudável...

Não é aconselhável amar ninguém, pois caso seu amor não seja correspondido, você pode morrer por problemas no coração...

Não é aconselhável ficar solteiro, pois você também corre o risco de adoecer e morrer do mesmo jeito...

Ué, é aconselhável fazer o quê, então?

Já sei, se tornar um cientista e ficar enfiado dias, meses, anos, em um laboratório (ás custas de verbas milionárias) estudando temas insignificantes e chegando à conclusões tão imbecis quanto essas!
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Me desculpem, mas hoje to brava, e peguei isso na reta e mandei ver... é pra desestressar... hehe... e não é que deu certo!? Acalmei...hehe
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E, por falar em estresse... encontrei por aí:
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PARA MULHERES NERVOSAS: CHÁ DE SAQUINHO!

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Você está tendo problemas com o seu email!? Culpe este cara aqui ó:


Marido chega em casa e pega a esposa, na cama, com um garotão, 25 anos, forte, bronzeado, cheio de amor pra dar...
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Arma o maior barraco, mas a mulher o interrompe: Antes, você deveria ouvir como tudo isso aconteceu...
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Na rua, vi esse jovem, maltrapilho, cansado e faminto. Então, com pena do estado dele, eu o trouxe para casa. Dei a ele aquela refeição que eu havia preparado para você ontem. Como você chegou tarde e satisfeito com o tira-gosto do boteco... não comeu, e eu guardei o jantar na geladeira, lembra-se?
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Ele estava descalço, então dei a ele aquele seu par de sapatos que, como foi minha mãe que te deu, você nunca usou.
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Ele estava com sede e eu servi aquele vinho que estava guardado... para aquele sábado que você prometeu, mas que nunca chega... pois num dia é futebol, noutro pôquer, noutro pescaria...
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As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele seu jeans que apesar de semi-novo, não cabia mais em você. Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho.... fazer a barba, então dei a ele aquela loção francesa, novinha, que você nunca usou, porque acha fedorenta.
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Daí, quando ele já ia embora, perguntou:- Dona, tem mais alguma coisa que seu marido não usa mais?
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Nem respondi!............. Dei logo!


Música pra hoje... Eduardo e Mônica...

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Inté...

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Relacionamentos...Finais e Recomeços...


Ela acordou como acorda em quase todos os dias, um pouco zonza de sono, fica nessa de abrir e fechar os olhos, se virando na cama, por uns cinco minutos mais ou menos até despertar de vez... sempre levanta com o semblante sério, fica introspectiva, precisa de mais uns cinco minutos para dar um bom dia, a alguém... mas, hoje não foi o caso, estava sozinha...

Seguiu sua rotina matinal habitual, se olhou no espelho do banheiro, reparou nos cabelos, lavou o rosto... se pesou, passou os cremes habituais, tomou o seu café habitual (que nem teve café, na verdade), escovou os dentes (ela, só o faz depois do café...) e foi fazer sua caminhada (que ainda não se tornou habitual...)... foi pensando na vida, tecendo possibilidades, idealizando pessoas e situações, repassando na memória seus segredos, e sorriu de canto de boca... um sorriso incontido, meio bobo de felicidade.

Chegou em casa cansada, ofegante e depois de tomar uns bons goles de água gelada, tirou o tênis com pressa, foi direto para o computador, contrariando o que tinha em mente quando vinha da caminhada pensando em chegar em casa e fazer uns abdominais...

Ah, mas a curiosidade junto com a vontade de receber um certo email, foram maiores... e, pra sua surpresa e êxtase, lá estava ele... é, tinha um email DELE! Sorriu feito criança... sentiu um friozinho no estômago... leu e releu várias vezes, até se fartar com as palavras...

E o seu dia começou perfect!
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Mineira


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E ainda sobre relações e relacionamentos...
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Por Maria Lúcia Estrela
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O interessante nas relações amorosas, no instante em que perdem o sentido, é a postura que assumem os envolvidos.

Raramente, o término de um afeto se dá de forma instantânea. Demora algum tempo para que a constatação angustiante do fim se manifeste. Angustiante porque é um prenúncio de morte, de luto, tanto o ficar como o ir embora.

E, talvez, o mais difícil seja passar a conviver com a sensação de fracasso, de impossibilidade em conservar o que se imaginava nosso e, mais ainda, o eventual erro na escolha feita. Então, se chega à conclusão dolorosa de que se plantou a semente da árvore do amor em terra árida ou se esqueceu de irrigar com constância e fidelidade.

Nesses momentos, a dimensão da situação ganha proporções de monstros devoradores. Tudo assusta!

Ao que diz a palavra final resta o ônus da culpa (que não é culpa, é coragem). Ao que ouve o veredicto cabe o ônus da derrota (que não é derrota, é desistência).

A experiência que não deu certo, que não pode continuar sob pena de um dos dois se desfigurar a ponto de perder a própria identidade, é tão desgastante para o que fica como para o que parte.

Preciso é reconhecer as limitações que nos impediram de crescer no relacionamento, sem culpar o outro pela nossa falibilidade pessoal e intransferível. No entanto, no mais das vezes, assistimos a um sem-número de acusações que, além de não nos livrar da culpa, acentuam as nossas omissões. Inexistem culpas em uma relação que acabou. Colocamos no afeto a projeção de necessidades egoístas e deixamos de ver o outro. Enxergamos só o nosso reflexo no espelho. Daí, cansados de nós mesmos, ficamos esvaziados das riquezas que uma troca verdadeira poderia vir a nos proporcionar.

Esquecer que a vida é uma moeda de dois lados é imprudente.

No jogo de culpas vemos apenas um aspecto, o nosso. Pomos um véu sobre as faltas que cometemos e fazemos do outro um algoz que dilacerou nossos sonhos no cadafalso do fim.

Em ambas as faces do amor que esmoreceu, há somente a interrupção de um ciclo, dando liberdade para que outro se inicie na complementação dos elos da existência.

Quando nos deparamos cara a cara com o conhecimento do que realmente somos, então sim, estamos prontos para fazer germinar a semente do verdadeiro encontro. Sabemos, enfim, das nossas restrições e do nosso ilimitado. Adquirimos a sabedoria de regar o amor em tempo certo, dando e recebendo na medida certa, numa cumplicidade e companheirismo que possibilitam a valentia para produzir flores e frutos sem desconhecer a ocorrência dos espinhos, mas sabendo que junto, unidos ao outro, somos capazes de arrancá-los.

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Música pra hoje...

Ana Carolina - Doi...

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Update: Um poema da minha amiga e comentarista do Matutando, Ana Maria... o poema fala sobre o segundo tema postado...

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Fim

Vejo em teus olhos
O disfarce
Sinto tuas mãos

Sem carinho
Teu pensamento
Desatento
Tua incerteza
É fria
Ouço tuas palavras
Sem sentimento
Sinto em teus gestos
Um homem incerto
Daquilo que quer.
Tento conter-me
Em dizer-te
Também estou assim
Fugindo de ti
E tu fugindo de mim.
Tento conter a ternura
Que ainda resiste
Sem muita doçura
Estamos fugindo
Do ocaso
Do nosso caso.
Fugindo do medo
Dos nossos segredos
Da separação
E eu escondo de ti
E tu escondes de mim
Que fomos um dia
Tu e eu
E agora é o fim

Não quero mais ver-te assim
Fugindo de mim.

Ana Maria
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Inté...
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