quinta-feira, 17 de junho de 2010

Meu Menino

Nove dias... nove dias! Nove dias apenas para eu ter você em meu colo, meu filhinho, ou quem sabe antes disso não é? Poucos dias que mais parecem uma eternidade. Esperar nunca foi o meu forte, admito.
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Fui preparando as coisas aos poucos, sem pressa, pro tempo passar sem que eu percebesse e ainda assim, estou aqui, não há o que fazer, só mesmo conviver com tempo.
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Amo sentir você mexendo dentro do meu ventre, fazendo minha barriga subir e descer, ir pra um lado, pro outro, ficar torta... adoro! E certamente sentirei muita falta desses nossos momentos. Você sempre se fazendo presente através dos seus fortes movimentos, e por isso mesmo é que se ficou quietinho algum dia (poucos graças à Deus), me deixou aflita, receosa de que algo estivesse errado. Não era nada errado, você estava dormindo, não é meu amor! Mamãe de primeira viagem é fogo, preocupações, cuidados extremos, mas, melhor assim, né? De outra forma não seria eu.
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Faço questão de repetir pra você o quanto você está sendo esperado, querido, amado, paparicado... você está vindo de encontro a muito amor, meu filho!
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E eu que antes não me imaginava mamãe de um menino, hoje não consigo ver isto acontecendo diferente, tinha que ser assim, tinha que ser você, com o seu nome diferente (com um significado tão belo e forte), tinha que ser no momento em que foi (e é), alegria pra toda a família, bênção em minha vida, em nossas vidas! E é assim que é, meu menino!
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E finalizando com as palavras de Clarice Lispector: que medo alegre, o de te esperar.
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See you soon!!!


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domingo, 6 de junho de 2010

E daí? Eu Adoro Voar!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Clarice Lispector
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Sim, posso dizer que esta sou eu, poderia até jurar, cometer plágio dizendo que eu e não a Clarice escreveu isto... assim como carrego no topo do blog "minha" fraze lema: não quero medir a altura do tombo, nem passar agosto esperando setembro.
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Mas assim como termina o texto, "mas com certeza não serei a mesma pra sempre", sei que tudo está prestes a mudar. Conto vinte dias pro meu filho nascer, meu primeiro! E sei que minha vida será uma antes dele e outra após ele. Sei que não poderei mais não medir a altura do tombo... né meu amor!? Mamãe terá que ter cuidado com tropeços, faça idéia com tombos. No more
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E assim encerrará-se um ciclo e se iniciará outro, lindo e muito esperado!!!
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See you...
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Os Dois Lados são Ruim

Outro dia fui ao aniversário do meu sobrinho de quatro anos e conversando com a mãe dele fiquei sabendo de algo que me comeveu, chocou e assustou. Ela disse que a amiguinha do meu sobrinho estava com sérios problemas na escola.
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A mãe da menininha em questão, percebendo a filha em um cantinho, muito tristinha, perguntou o que estava acontecendo. A menina disse que estava sentindo uma dor enorme no peito. Mas não era dor física, era dor emocional, o que pra uma criança imagino que comova mais de se ouvir.
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A mãe então acabou descobrindo que sua filha estava sendo isolada na escola pelos outros coleguinhas. Parece que isso se deu pelo fato de a menina ser negra (palavras da mãe). Não brincavam com ela, não conversavam, não se aproximavam, muita hostilização.
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A mãe então procurou a professora e a diretora da escola e expôs o problema. Mas pra sua surpresa não viu qualquer demonstração de interesse por parte das duas em resolver o problema. Ela pediu que a diretora ou a professora conversasse com as mães das crianças, e elas disseram que não. Pediu pra elas mudarem a menina de classe e elas também se recusaram.
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A mãe da menina resolveu então pessoalmente conversar com cada uma das mães dos coleguinhas da sua filha.
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Então aconteceu o seguinte: as crianças começaram a brincar com a menina mas fizeram questão de deixar claro pra ela que "olha, eu estou brincando com você mas é porque se eu não brincar a minha mãe disse que vou apanhar, mas eu não gosto de brincar com você"!!!
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Criança pode ser muito cruel (com sua sinceridade), disso eu já sabia, mas não passava pela minha cabeça o fato de crianças de 3, 4, 5 anos de idade praticarem bullying*. Sinceramente fiquei chocada! De onde veio tamanha hostilização? Aprenderam com alguém? Nasceram com esse sentimento?
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Meu filhinho está prestes a nascer e cada vez que me deparo com questões desse tipo, que pra ser franca vieram chamar mais a minha atenção depois da gravidez (não que não fosse importante antes mas...), fico horrorizada e preocupada. Será que vou saber educá-lo, mostrar pra ele que coisas desse tipo são inaceitáveis, feias, absurdas? E se isso for de natureza da pessoa, e se for algo que não se pode mudar ou ensinar? Não quero imaginar que meu filho possa praticar ou sofrer bullying... mas será que conseguirei passar isso pra ele? Meus valores? Será que nossas criancinhas já não são mais tão inocentes? Eu sinceramente me fiz essas e outras perguntas quando soube do ocorrido e continuo sem respostas, porque o que quer que me digam, as possíveis explicações para tal, não sei... é difícil engolir que uma criança de 4 anos possa rejeitar tão fortemente uma coleguinha de escola pela sua cor.
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*Bullying: é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender.

See you...

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